PSD propõe revitalização do Mercado de Pontével

Moção apresentada pressiona para retirada das telhas de amianto

Depois de uma longa discussão, a Assembleia de Freguesia de Pontével aprova moção do PSD que propõe a retirada do telhado de amianto do Mercado de Pontével, assim como medidas para a revitalização daquele espaço.

Foi no passado dia 21 de setembro, que o deputado propôs que o executivo da Junta de Freguesia de Pontével “adote as medidas necessárias para que as telhas de amianto do Mercado de Pontével sejam retiradas o mais rapidamente possível, pelo perigo que representam para a saúde pública”, assim como “promova a discussão e construção de um plano de dinamização para o Mercado de Pontével, envolvendo as diferentes forças políticas e restante comunidade”.

Na proposta, o deputado do PSD alerta para o perigo do amianto na saúde, através da “inalação de fibras que são libertadas para o ar”, lembrando que “o telhado do mercado encontra-se degradado e sem intervenções de fundo, podendo representar assim um perigo para as pessoas que frequentam aquele espaço”.

Na moção apresentada, Hernâni Rodrigues começa por apresentar o estado atual do Mercado de Pontével, onde “os comerciantes, que antigamente eram muitos, hoje são dois e as paredes, que eram brancas e limpas, hoje encontram-se vandalizadas”, acrescentando que “o mercado está, ou deveria estar, ao cuidado da Câmara Municipal do Cartaxo”, vinculando “a responsabilidade à Câmara de cuidar deste espaço público”.

Mercado de Pontével é responsabilidade da Câmara
Em relação a esta proposta, José António Sobreira, do PS, questiona o presidente da Junta sobre “quem é que está neste momento a gerir o Mercado de Pontével; e se nos acordos de execução há verbas, ou não, para o Mercado de Pontével, para podermos enquadrar esta proposta”, justifica.

Jorge Pisca explica que “o Mercado dos Casais Lagartos e o Mercado dos Casais da Amendoeira estão entregues a esta autarquia. O Mercado de Pontével nunca foi entregue a esta autarquia”, garante o presidente, lembrando que “nós nunca ficámos com as chaves do Mercado de Pontével, porque necessita de obras de grande intervenção e [a verba] nos acordos [de execução] é para pequenas obras de intervenção”. Jorge Pisca diz mais: “No dia em que a ASAE, ou outra inspeção, lá caia aquilo fecha”, justificando a sua afirmação não só com as condições do telhado, mas também nas “regueiras”, tal como uma intervenção nas entradas do mercado, vedando-as, para evitar vandalismos, “durante os fins de tarde e a noite”, quando “é mal frequentado”.

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Voltando à proposta apresentada, Jorge Pisca refere que o que é necessário “é a remoção das telhas de fibrocimento, que é o mais caro”, contando que já foi visto “que o telhado de uma água era o suficiente, porque aquilo cimento e vigas tem com fartura. Era vedar, com grades, o portão, e por trás não precisa daquela abertura tão grande, poderia ser uma porta, nas traseiras do mercado”. Para além disso, Jorge Pisca diz que é preciso “fechar aquele cais, que nunca funcionou como cais”, já tendo sido proposto “ser fechado a tijolo de vidro para manter a luminosidade e a entrada também”, por ser “mal frequentado” quando o espaço está fechado. “Mas isto é conversa que já traz cinco anos”, lamenta.

Ainda segundo o presidente da Junta, “nos novos acordos, que irão ser discutidos em novembro, o senhor presidente da Câmara informou que tanto o mercado de Pontével como o mercado de Vila Chã de Ourique iriam ser contemplados com mais verba nos acordos”. “Portanto isto está neste pé”, conclui Jorge Pisca, insistindo que “o Mercado de Pontével é da inteira responsabilidade da Câmara, que põe e dispõe das lojas, a Câmara é que recebe as rendas, e estão duas lojas fechadas porque precisamos de dar alguma dinâmica ao mercado”.

Depois da questão ser debatida até à exaustão, com insistência de José António Sobreira sobre, se afinal, a Junta recebe, ou não, verbas da Câmara para intervenções no Mercado de Pontével, e de o presidente remeter para os relatórios trimestrais que envia para a Câmara sobre as pequenas obras realizadas nas feiras e mercados da freguesia, justificando essas mesmas verbas recebidas e acordadas nas delegações de competências, interveio Hernâni Rodrigues para rematar que se deve “pressionar a Câmara do Cartaxo para resolver esta situação”.

A proposta foi aprovada por maioria, com cinco votos a favor (4 do MIP e 1 do PSD) e quatro abstenções do PS.

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