PSP sinaliza 649 idosos em situação de risco

No âmbito da 10ª Operação “A Solidariedade Não Tem Idade”

Entre os dias 11 de julho e 23 de setembro Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou 3 839 contatos individuais de prevenção criminal e 317 ações de sensibilização, em todo o País, no âmbito da 10ª Operação “A Solidariedade Não Tem Idade”.

Destes contactos/ações resultaram a sinalização de 649 idosos, dos quais 407 eram situações de risco social e, destes, 298 pessoas foram de imediato encaminhadas para instituições de apoio social.

Entre os vários fatores de risco verificados, 140 idosos foram sinalizados por falta de autonomia, 81 por apresentarem quadro clínico grave que exigia acompanhamento médico imediato, 40 por habitarem em condições de vida degradantes, 52 por ausência de redes de contacto, 53 por suspeita de reiterada vitimização de índole criminal e 21 por insuficiência económico-financeira.

Esta operação de cariz preventivo, é realizada anualmente pela PSP desde 2012, maioritariamente através dos Polícias das Equipas de Proximidade e Apoio à Vítima (EPAV), e tem como principal objetivo intensificar o contato direto e diálogo com a população mais idosa (+65 anos), visando a deteção tão precoce quanto possível de casos de fragilidade social, vulnerabilidade física e ou psíquica e suspeitas de crimes contra a integridade física, bem como a promoção do apoio imediato e necessário através de respostas concertadas com as entidades parceiras.

De um modo geral, os idosos, pelas suas limitações de locomoção e fragilidades psíquicas, tornam-se vítimas preferenciais em relação a crimes contra o património (roubo, burla, extorsão), contra a liberdade pessoal (ameaça, coação, sequestro) e contra a integridade física (ofensa à integridade física, violência doméstica, maus-tratos). A estas vulnerabilidades somam-se, pontualmente, as de cariz económico, materializadas em frágeis condições de habitação, higiene, saúde pública, saúde individual (muitas vezes dependentes de medicação regular) e/ou alimentação. E todas estas variáveis, sem um círculo familiar ou de vizinhança ativos e solidários, potenciam as situações de anonimato que inviabilizam eventuais intervenções de cariz assistencial, podendo mesmo, por vezes, culminar na morte do idoso.

Os Polícias destas Equipas procuram recolher indícios que apontem para algum destes indicadores de risco, informação essa que posteriormente é partilhada com as entidades parceiras com capacidade de intervenção neste domínio, instituições locais de apoio/assistência social ou serviços médicos, salvaguardando as áreas de intervenção próprias de cada uma.

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A edição de 2022 voltou a detetar grandes lacunas de literacia digital entre este segmento da população. Com o objetivo de promover a capacitação digital dos portugueses, a PSP associou-se ao Programa EUSOUDIGITAL.

 

 

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