Quem reabilitar em Valada vai ter benefícios fiscais

Quem reabilitar em Valada, terá acesso aos apoios e incentivos fiscais e financeiros à reabilitação urbana, ou seja, terá isenção de IMI e de IMT, e redução de IVA para 6% nas obras.

A freguesia de Valada, plantada à beira do rio Tejo, é considerada um dos ex-líbris do concelho do Cartaxo, mas na última década tem perdido população e há cada vez mais edifícios degradados e abandonados. Em toda a freguesia foram identificados cerca de uma centena de edifícios a necessitar de intervenção, alguns em avançado estado de degradação.

Agora a Câmara Municipal do Cartaxo quer contrariar esta tendência e criar condições para a reabilitação de casas, na freguesia de Valada, para atrair quem queira ali viver e com isso alavancar a economia.

Assim, levou uma proposta de delimitação das novas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), na freguesia de Valada, à Assembleia Municipal do Cartaxo.

Esta medida, aprovada pela Assembleia Municipal a 28 de setembro, destina-se a agilizar e dinamizar a reabilitação urbana, e irá permitir a quem reconstruir ter acesso a benefícios fiscais associados aos impostos municipais sobre o património. Quem reabilitar em Valada, terá acesso aos apoios e incentivos fiscais e financeiros à reabilitação urbana, ou seja, terá isenção de IMI, por três anos, e de IMT, na primeira transação, e redução de IVA para 6% nas obras.

Valada é um território de uma grande beleza natural e tem um potencial enorme, mas está abrangida pela “Zona Ameaçada por Cheias”, ou seja, qualquer nova construção ou mesmo o aumento de área de implantação ou de volumetria, por mais pequena que seja, está sujeita a parecer de entidades externas ao Município, por isso, qualquer intervenção, quer ao nível público, quer privado está condicionada.

Na freguesia de Valada não se podem construir casas novas e tem havido falta de investimento na regeneração do espaço público, não há passeios nas ruas, o estacionamento é desorganizado, a pavimentação necessita de conservação.  Ao longo dos anos, esta situação tem contribuído para uma diminuição da população residente na freguesia e igualmente para o abandono da preservação e conservação do edificado.

 

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*Foto em destaque ©João Fonseca

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