Rastreios à saúde respiratória marcam dia sem tabaco

 

Nestes últimos dias, tem sido possível no Cartaxo realizar rastreios gratuitos à saúde respiratória, através de uma iniciativa que marca o Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala hoje (31), numa ação conjunta da Associação RESPIRA e das Farmácias Holon.

antitabacoCom o objetivo de promover a deteção precoce de uma doença que afeta 800 mil portugueses, a Farmácia Central, no Cartaxo, desafiou a população a realizar uma espirometria, no âmbito da campanha “Depois de um cigarro nada fica igual. Previna a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Não fume!”, sensibilizando as pessoas para os malefícios do tabaco, responsável em Portugal pela morte de 11.800 pessoas, desde 2010.

No sentido de prevenir uma doença que se anuncia como a terceira causa de morte em 2030, promover uma maior articulação entre os cuidados de saúde, as Farmácias Holon são parceiras desta iniciativa, e Hugo Celso, diretor técnico da Farmácia Central, falou da importância da deteção precoce da DPOC. Segundo Hugo Celso “a deteção precoce de sintomatologia sugestiva de patologias são uma importante ferramenta em termos de intervenção em saúde que permitem detetar precocemente potenciais situações de doença mais ou menos graves, permitindo em muitos casos uma melhoria da qualidade e esperança de vida das pessoas e poupanças significativas para as mesmas e para todo o sistema de saúde”. “A espirometria, em si, é um teste respiratório que permite avaliar a função pulmonar”, sendo “possível detetar, precocemente, doenças respiratórias, avaliar a sua gravidade e monitorizar a sua evolução”, explica o farmacêutico.

Segundo este responsável, trata-se de um exame “que avalia as propriedades mecânicas do sistema respiratório, através da medição do volume de ar que o doente é capaz de expelir dos pulmões”, ou seja pede-se utente inspire e encha bem os pulmões para que, de seguida, deite fora todo o ar dos pulmões. É, portanto, um “procedimento não invasivo” e que “não causa dor, podendo ser comodamente executado e de forma rápida e confortável”, clarifica Hugo Celso, adiantando que, “enquanto farmacêuticos, ajudamos os doentes com patologia respiratória crónica diagnosticada, a gerir a sua condição, acompanhado a evolução da mesma e atuando como elemento de maior proximidade e acessibilidade. O acompanhamento deverá depois ser realizado por um médico Pneumologista”.

“A DPOC é uma doença respiratória crónica, isto é uma vez instalada é para a vida, que se desenvolve através de quatro graus (sendo 1º menos grave e 4º mais severo), podendo no entanto ser controlada através de medicação prescrita por um médico pneumologistas, exercício físico e regras alimentares adequadas”, explica Isabel Saraiva, vice presidente da RESPIRA. “Os principais sintomas são: tosse persistente, muitas vezes com expetoração, falta de ar sensação de aperto no peito e pieira”, sintomas que, segundo Isabel Saraiva, “por vezes, tornam difíceis tarefas quotidianas como por exemplo tomar banho”.

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Se sente estes sintomas e não teve oportunidade de fazer este rastreio, fale com o seu médico no sentido “avaliar consigo a oportunidade do exame e aconselhar locais para a sua realização”, aconselha Isabel Saraiva.


 

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