“Sou um apaixonado pelo Cartaxo, pelas tradições e pelos costumes da terra”

Délio Pereira, 55 anos, advogado, candidato a presidente da junta, da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta, pelo Partido Socialista

Quem é o homem que se candidata a presidente de Junta?
Sou um homem simples, não sou muito dado a formalismos, tenho consciência que sei estar, se for necessário ser formal também sei ser, mas dou-me melhor nos meios mais populares, junto das pessoas, do povo, se assim se pode dizer, porque é de lá que eu venho e sempre me dei bem. Apesar de ter subido, se assim se pode dizer, evoluído em termos profissionais e até políticos, nunca me esqueci das minhas origens. Isso eu prezo muito.

Eu sou um apaixonado pelo Cartaxo, pelas tradições e pelos costumes da terra.

Tenho 55 anos, sou advogado. Sou natural da freguesia de Valada, oriundo de famílias muito humildes, pobres mesmo.

Eu tive sempre mais tendência para a área das Letras e fui sempre bom aluno. Fiz o ciclo preparatório no Cartaxo, fui para o liceu para Santarém e depois, com 17 anos, estava no 11º ano, percebi que os meus pais não tinham capacidade financeira para me ter a estudar e aos 17 anos fui trabalhar, interrompi os estudos e fui dar serventia nas obras.

Casei, tive a minha vida, depois tive um divórcio que me motivou a ir de novo estudar. Na altura andava a conduzir um camião, tinha uma pequena empresa de transportes e fazia longo curso nacional, e mesmo assim decidi voltar a estudar.

O que o motivou a ser recandidato?
Eu gosto do que faço. Exerço este cargo, à semelhança do meu ex-presidente, Manuel Luís Salgueiro, por gosto, não faço frete nenhum para exercer este cargo. Tenho conseguido, paralelamente, também, desempenhar alguma parte da minha atividade profissional, a advocacia, tento conciliar e não perder o fio à meada, porque a política é uma passagem, porque quem vai a votos sujeita-se a perder e a ter de sair. O que me motivou foi este gosto que eu tenho de fazer algo pela comunidade e pela nossa terra. Desde 81 que faço parte das coletividades – Rancho, Sociedade Filarmónica, Associação Gentes do Cartaxo, Jardim de Infância. Eu gosto de participar naquilo que é a demonstração, o desenvolvimento, a manutenção das nossas tradições, daquilo que é genuíno da nossa terra, do nosso Ribatejo, gosto muito. E também gosto, já que estou a exercer um cargo público, a gerir dinheiros públicos, de fazer o melhor possível em prol da comunidade e tentar gerir o dinheiro em função disso, na qualidade de vida dos nossos concidadãos.

Que presidente de junta quer continuar a ser? 
Uma pessoa que está no terreno, principalmente. O presidente de Junta tem de estar junto da população, tem de ouvir as críticas, as queixas das pessoas, os lamentos, e ouvir, também, as necessidades e tentar dar resposta, o mais breve possível, dentro das nossas capacidades, que também são limitadas, porque também temos um orçamento muito pequeno. Dentro dessas condições temos de estar presentes, dia a dia, temos de andar na rua, ouvir, auscultar as pessoas, apercebermo-nos do que está mal, do que está bem, transmitir à Câmara Municipal e ao seu presidente, porque eles têm outra dimensão para gerir que não a nossa. Nós somos o elo de comunicação das necessidades das pessoas com a Câmara Municipal.

Que ideia tem da sua freguesia? 
Esta terra é a nossa e nós, por vezes, temos tendência a dizer que já foi uma terra muito bonita e muito importante e que agora é menos. Mas isso também nos cabe a nós, cidadãos, não baixar os braços e não nos resignarmos a estas consequências que advieram quer da gestão anterior quer da conjuntura nacional, que proporcionou estes graves problemas, e nós temos que inverter esse curso, nomeadamente no aspeto da preservação. Eu nunca vi atos de vandalismo e de falta de civismo na nossa cidade como agora.

Hoje, dos cerca de 180 mil euros de passivo que nós encontrámos, deixamo-lo praticamente saldado. Se nos faltar será cerca de 20 mil euros que não vamos, certamente, conseguir liquidar na totalidade, e o nosso objetivo era esse, era acabar o mandato sem qualquer dívida, mas estou a ver que o tempo está a correr muito rápido e estou a ver que não vamos conseguir até às eleições.

Quer eu quer o executivo dormimos de consciência tranquila porque o que fizemos foi de forma séria, honesta e sempre com o intuito de dignificarmos e melhorarmos a imagem principalmente da freguesia de Vale da Pinta, que estava bastante denegrida naquilo que era a sua posição perante os fornecedores.

Qual a primeira medida a tomar assim que for eleito?
Tendo em conta que a situação financeira está praticamente saldada, há lugar, agora, para os próximos quatro anos serem de aplicação das verbas públicas naquilo que são os equipamentos, nos passeios, na calçada portuguesa, nomeadamente em Vale da Pinta, onde eu gostava de fazer um trabalho de intervenção nas calçadas, os passeios, as valetas que há muitos anos que não sofrem qualquer tipo de intervenção e que é uma coisa que, aos olhos das pessoas, cai bem, é sinónimo de preservação, de manutenção, de possibilidade de melhor limpeza e de embelezamento. Vale da Pinta é uma aldeia muito bonita e que merece estar mais embelezada.

Vale da Pinta mantém-se, basicamente, aquilo que era, em termos de manutenção dos espaços, os equipamentos… Vale da Pinta ganhou muito com esta União, porque se não acontecesse a União de Freguesias a autarquia de Vale da Pinta, como nós a fomos encontrar, teria fechado as portas. Agora, a cidade, de facto, em relação às freguesias, está mais deficitária. Apresenta graves problemas a nível rodoviário, a nível dos espaços verdes, que são muitos e que precisavam de outro tipo de capacidade de gestão em termos de pessoal que a Câmara não tem.

No Cartaxo, numa outra dimensão que não pode ser só a Junta de Freguesia, temos de ter a intervenção da Câmara, estou convencido que se o atual presidente for reeleito será prioridade a melhoria do embelezamento da nossa cidade. A cidade decaiu muito, em termos de imagem, nomeadamente nas vias rodoviárias, nos passeios, as más condições que os peões têm hoje para circular, os espaços verdes precisam de continuar a ser intervencionados e melhorados, e alguns equipamentos, nomeadamente as casas de banho públicas, que essa é, para mim, uma lacuna aqui na nossa cidade e que penso que o presidente já tem orçamentada para este ano a verba para dar solução a esse problema. E temos de continuar e, se possível, retomar o apoio às coletividades, que ainda são, em termos de forças vivas e de movimento social e dos cidadãos, as atividades culturais que temos com grande dinâmica e que precisam de ser ajudadas a nível dos transportes, dos apoios financeiros, reunirmos com eles e darmos também algum alento para eles continuarem e verem que não estão sozinhos nessa caminhada.

 

Equipa do PS à Assembleia de Freguesia da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta

Candidatos efetivos  Délio da Silva Pereira, 55 anos; João Paulo Vila da Silva, 49 anos; Sandra Isabel Domingos Vila, 33 anos; Manuel Luís Salgueiro, 79 anos; Hugo de Almeida Narciso Gomes Vieira, 35 anos; Susana Margarida Amaral Duarte Nunes, 37 anos; Artur Jorge da Silva Caetano, 36 anos; Ricardo Miguel Alves Magalhães, 20 anos; Inês Isabel Silvério Colaço dos Santos, 33 anos; Samuel Tiago Neves de Sousa Silva, 41 anos; Diogo José Mota Periquito Vieira, 32 anos; Patrícia Alexandra Lopes Jarego, 36 anos; Ana Catarina Gomes Marques De Sousa Casimiro, 21 anos

Candidatos suplentes  Vítor Manuel Velez Fernandes, 33 anos; Marta Sofia Patrício Simões, 34 anos; António Augusto Baptista Valada, 73 anos; Pedro Miguel Parreira Caria, 20 anos; Márcia Sofia Cera Crena, 33 anos; Pedro Alexandre de Sousa Mota, 38 anos; Paulo Jorge Leal Silva Lambéria, 47 anos; Maria Beatriz Almeida Antunes, 18 anos; Jorge Manuel Rodrigues Parente, 50 anos; João António Serrazina Alexandre Cortês, 49 anos; Filipa Brito Cruz Galinha, 34 anos; Pedro Miguel Carvalho Gomes, 38 anos; Francisco José Possante Catalão, 42 anos; Rosa Helena Neves Caria, 37 anos; Pedro Nuno Patrício Devesa, 50 anos; Filipa Martins Gaspar, 35 anos; Gabriel Joaquim Godinho Teles, 64 anos; Filipa Maltieiro Duarte Rodrigues, 28 anos; Ricardo dos Anjos Duarte, 79 anos

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