“Temos uma igreja renovada”

A Igreja de São João Baptista está renovada e de portas abertas todos os dias. Um ano depois do pedido de apoio que a Paróquia do Cartaxo endereçou a toda a comunidade para realizar obras “urgentes” na Igreja. Nesse encontro sobre o património religioso, o padre Arlindo Miguel deu conta das intervenções a realizar na Igreja, durante o ano de 2017, um projeto que caracterizava como “tardio, urgente e imediato”, dado o estado de degradação em que se encontravam várias estruturas e peças daquele espaço patrimonial da cidade.

Nas palavras do padre Arlindo Miguel, “o património da Igreja Paroquial é mantido pela comunidade católica, mas é também um património que interessa à cidade, uma casa aberta a crentes e a não crentes”, apelando a todos o apoio para fazer face ao investimento necessário ao Projeto de Conservação e Restauro 2017, que numa primeira fase era de 120 mil euros.

Foram cinco meses de obras “que transtornaram a vida da igreja”, apesar de ter estado fechada só durante o mês de fevereiro, com a ajuda do Lar de São João, onde decorreram as missas. A igreja reabriu no dia 1 de março, tendo as obras continuado. “Foi muito bom termos conseguido fazê-lo”, diz o padre, que conta que, tal como previsto, “arranjámos o forro que estava muito degradado e era um risco, a sanefa e o altar. Todas as estruturas em risco estão agora tratadas”. Segundo padre, no decorrer das obras, houve coisas que foram surgindo e que prolongaram os trabalhos. Quando se iniciou o restauro do altar-mor é que “reparámos que toda a estrutura ameaçava cair. Foi um restauro grande, estava tudo preso por arames… Tirámos os repintes (várias camadas de pintura do altar-mor), trabalho que durou oito semanas a fazer, quando inicialmente pensávamos fazê-lo em quatro semanas”. Para além disso, “abrimos a capela lateral”, que estava tapada pelo altar dos lamentos, também ele restaurado.

“Graças a Deus, conseguimos o dinheiro para o trabalho realizado”, agradece o padre, visivelmente contente. “Valeu a pena a campanha de angariação de fundos há um ano para que conseguíssemos fazer estas obras. Tivemos muitos contributos particulares e também institucionais e agora temos uma igreja renovada”. Mas nem tudo correu bem durante as obras, com a Igreja a sofrer quatro assaltos, em agosto, que se resumiram, segundo o padre, às caixas de esmolas – casos ainda em investigação.

Para 2018, o padre quer “resolver o problema do frio”, para tornar o espaço mais confortável aos seus fieis, mas também quer continuar os restauros de várias peças da Igreja, sem esquecer que também a sacristia precisa de obras. “Agora é preciso perceber o que é mais urgente”, pois segundo o padre “temos orçamentos para tudo, a paróquia sabe quais os custos de todas as peças a restaurar – quadros, estatuárias, os altares laterais – e temos de avançar, há muita coisa para fazer”.

No próximo dia 14 de abril vai decorrer no Cartaxo a Jornada Diocesana do Património, promovido pelo Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja. A sessão inicia-se de manhã, na sala de cinema do Centro Cultural do Cartaxo e, à tarde, haverá uma apresentação das obras de requalificação da Igreja Paroquial do Cartaxo, na própria Igreja, onde será apresentado, publicamente, o trabalho realizado e também mostradas algumas fotografias do decorrer das obras.

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