“Tenho uma visão de futuro para o concelho do Cartaxo”

Jorge Gaspar é candidato a presidente da Câmara Municipal do Cartaxo pela coligação Juntos pela Mudança (PSD e Nós, Cidadãos)

O que o levou a candidatar-se?
Tenho uma visão de futuro para o concelho do Cartaxo e tenho um projeto de desenvolvimento económico e social para a nossa terra: quero o Cartaxo no Top 10 dos melhores concelhos para viver e trabalhar em Portugal. Não aceito nem me conformo com o estado lastimável do concelho do Cartaxo. Não aceito nem me resigno perante a degradação da qualidade de vida dos seus cidadãos. Não aceito nem baixo os braços perante a falta de esperança e a descrença instalada nas pessoas e nas instituições. Não aceito nem tolero que o concelho do Cartaxo fique parado no tempo. Tenho uma vida familiar estável e que me preenche e tenho uma vida profissional estimulante e que me realiza. Sou uma pessoa feliz e serei uma pessoa feliz no dia 2 de outubro. É por tudo isto que me candidato a presidente da Câmara Municipal do Cartaxo.

O que é que distingue a candidatura que encabeça das restantes?
Tudo. Tudo separa o projeto Juntos pela Mudança (JPM) das outras candidaturas e, em particular, da candidatura do PS/Cartaxo (na verdade, a única dificuldade é escolher por onde começar…). Aqui ficam três diferenças. Em primeiro lugar, separa-nos o tempo. A candidatura JPM tem uma proposta política e um projeto de desenvolvimento virado para o futuro enquanto que a candidatura do PS/Cartaxo faz parte do passado. O PS/Cartaxo está à frente da Câmara Municipal há mais de 40 anos seguidos e os resultados estão à vista de todos, não precisam de qualquer demonstração e não são sequer dignos do Partido Socialista enquanto grande partido nacional e com muitos casos de sucesso na gestão autárquica de muitos municípios. O atual presidente e novamente candidato foi eleito para a Câmara Municipal pela primeira vez em 1997, isto é, há precisamente 20 anos. É um homem do passado e que está claramente ligado e é responsável pela gestão municipal que conduziu a Câmara ao colapso financeiro e à necessidade de um resgate do Estado. Eu estou virado para o futuro.

Em segundo lugar, o projeto JPM apresenta uma proposta de renovação das pessoas e dos rostos dispostos a dar o seu contributo cívico à comunidade, pois reúne um conjunto vasto de homens e mulheres que, independentemente das suas opções políticas de fundo, entendem que chegou a hora de sair do sofá, arregaçar as mangas e trabalhar para o bem comum. Pelo contrário, a candidatura do PS/Cartaxo é mais do mesmo e o que propõe aos eleitores é apenas que se mantenham reféns das suas disputas internas e em função das quais ora entram uns ora saem outros, sendo que, no final, uns e outros são exatamente os mesmos de sempre.

Em terceiro lugar, no JPM temos uma visão e um projeto de desenvolvimento económico e social para o concelho. Temos ideias e temos propostas para atrair pessoas e empresas para viverem e trabalharem no Cartaxo e sabemos o que é necessário fazer para as concretizar. Pelo contrário, a candidatura encabeçada pelo atual presidente da Câmara Municipal não tem projeto: quem se basta com a reciclagem de dívida velha (criada pelos próprios) em dívida nova – isto é, quem fica a dever duas vezes – apresenta-se a si próprio.

Na sua opinião, quais são as principais carências/dificuldades do concelho? E quais os pontos fortes?
Para mim, as dificuldades são desafios e não fatalidades e é exatamente nessa perspetiva que encaro esta candidatura. Agora, como é evidente para qualquer pessoa atenta à realidade, assumir a gestão de um município com uma dívida de 68 milhões de euros para pagar nos próximos 30 anos (!), com os impostos e as taxas municipais no máximo, com um nível de serviços à comunidade a roçar o zero (a começar pelos mais básicos, tais como a limpeza e a higiene do espaço público), com uma rede viária obsoleta e sem condições de segurança, com uma taxa de cobertura de saneamento básico imprópria para um país europeu do século XXI e com uma economia local decadente (e fico por aqui para ilustrar as dificuldades), constitui um enorme desafio que só será ultrapassado com visão estratégica, iniciativa política, organização e gestão e, muito importante, com a capacidade para virar o concelho do Cartaxo para o exterior e, portanto, deixar para trás das costas uma certa ideia do Cartaxo que tem vigorado e que se autossatisfaz com a mera administração das expetativas de grupos de interesses locais.

Quero o Cartaxo no Top 10 dos melhores concelhos para viver e trabalhar em Portugal.

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Os principais pontos fortes do concelho do Cartaxo são, indiscutivelmente, a capacidade de resistência das pessoas, as suas energias acumuladas e o seu amor à terra. Pessoa a pessoa, cada homem e cada mulher, é cada um de nós que mantém acesa a vida que há no concelho. Depois, existem também outros pontos fortes, os quais, tal como os primeiros, têm sido completamente esquecidos: a capacidade empreendedora das nossas empresas, o seu espírito de iniciativa, as fantásticas acessibilidades, o potencial económico e turístico do Tejo, o acesso aos fundos europeus e o facto de estar a 35 minutos de um aeroporto internacional. Mas também as suas fortes ligações históricas a momentos marcantes da vida de Portugal, tal como a Batalha de Ourique e as Invasões Francesas, factos à volta dos quais é desejável a promoção do turismo cultural.

 

Se vencer as eleições, quais as primeiras medidas a tomar, imediatamente após a tomada de posse? O que é mais urgente resolver?
Refiro três pontos relacionados com o espaço público e a qualidade de vida. Por um lado, a limpeza e higiene dos espaços públicos constituem matérias que merecerão de imediato a nossa forte atenção. Há zonas um pouco por todas as freguesias e, principalmente, na cidade do Cartaxo que fazem corar de vergonha qualquer cidadão que goste da sua terra e que tenha gosto em receber e a mostrar a amigos e familiares de fora. Também por razões de saúde pública, é urgente atacar rapidamente este problema.

Por outro lado, montaremos de imediato um plano de reparações da via pública, tais como arruamentos, passeios e outras zonas pedonais, as quais, por pequenas e simples que possam parecer (mas não estão feitas…) vão contribuir para melhorar substancialmente a qualidade de vida das pessoas. Quero sublinhar que estes dois pontos (a limpeza e higiene dos espaços públicos e a reparação dos arruamentos, passeios e outras zonas pedonais são também fundamentais para melhorar o ambiente da economia local sendo, assim, também um contributo importante para o seu desenvolvimento e promoção).

Um terceiro ponto tem que ver com os espaços públicos para lazer das crianças e jovens. Parece inacreditável, mas no nosso concelho não há espaços para as crianças correrem e brincarem. Como queremos um concelho com futuro, queremos um concelho amigo das crianças, pelo que tomaremos medidas urgentes neste domínio. (Como já disse algumas vezes – e não sendo propriamente uma medida –, se os eleitores do Cartaxo me derem a sua confiança e for eleito presidente da Câmara Municipal escreverei de imediato uma carta ao Primeiro Ministro, Dr. António Costa, convidando-o a visitar o Cartaxo).

Quais as propostas estruturantes da sua candidatura que destaca?
Tenho dito várias vezes que o futuro do concelho do Cartaxo depende da capacidade que tenha de revitalizar a economia local e de captar investimento empresarial estruturante. São estes os eixos a partir dos quais se pode projetar o crescimento económico capaz de criar emprego, fixar jovens e atrair pessoas para viverem e trabalharem no Cartaxo e nas freguesias. Só com crescimento económico no nosso concelho conseguiremos criar condições para potenciar políticas públicas de proximidade nas áreas, por exemplo, do apoio social, da educação, da cultura, do ambiente, do envelhecimento ativo e da juventude. Como é sabido, apresentámos já três fortes propostas – as quais constituem três compromissos – que contribuirão decisivamente para atingir todos estes objetivos. São elas a reabertura da antiga Estrada Nacional 3 no centro da cidade do Cartaxo (fundamental para a vida, a mobilidade e o renascer da cidade do Cartaxo), a criação da Agência de Investimento CARTAXO MARCA-te (decisiva para o desenvolvimento empresarial do concelho e para a criação e consolidação da “marca Cartaxo”, a qual seja agregadora de tudo aquilo que temos de melhor e que o projete para fora dos seus limites como uma terra boa para investir, trabalhar, viver e educar) e a implementação do CARTAXO COMvida – Programa de Desenvolvimento da Economia Local. Entre outras propostas/ compromissos que entretanto apresentaremos, adianto já que estamos igualmente a trabalhar num projeto de revitalização dos mercados (a começar pela reestruturação do Mercado Municipal do Cartaxo) e num projeto de apoio à promoção da saúde dos estratos mais envelhecidos da nossa população.

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