Termómetro de Esquerda #15

O termómetro de esquerda é um espaço de opinião de Vasco Miguel Casimiro. Um espaço que será local, regional, por vezes nacional e até internacional. Um espaço de reflexão, de partilha, que não pretende ser imparcial nem unânime.

Liv’reira 2019
A Liv’reira, quarta edição da feira do livro organizada pelo Grupo Herêra, decorreu pela primeira vez num espaço fora da Ereira, desta feita no Centro Cultural do Cartaxo. Num ano em que se assinalam os 10 anos da associação organizadora, apesar da intermitente atividade entre 2012 e 2016, é de saudar mais uma excelente iniciativa cultural. Em franco crescimento, esta edição juntou muitos livros às provas de vinho, às visitas e apresentações de autores, à música e ao folclore, aliando também a vertente ligada ao património em torno da angariação de fundos para as obras de recuperação da Igreja Matriz da Ereira. Muitos parabéns a todos os envolvidos na organização e, em especial, ao Grupo Herêra pelos 10 anos e pela dinamização de atividades para a população ereirense, do concelho e da região.

Cartaxo capta investimento
Nos últimos dias, foi notícia a captação de investimento de mais de 80 milhões de euros em produção de energia solar nos concelhos do Cartaxo, Azambuja e Alenquer, pela empresa EDP Renováveis. Apesar da expetativa de criação de postos de trabalho ser bastante reduzida face à tipologia do negócio, não deixa de ser uma boa notícia para o ambiente, para a região e a juntar-se ao interesse crescente de algumas empresas nas áreas de negócio do concelho. A expetativa de investimento no concelho é muito positiva para os próximos dois anos. Julgo que todos nós, cartaxeiros, almejamos que a concretização no terreno vá de encontro às expetativas criadas.

Joacine, a (Livre) deputada
A recente “troca de galhardetes” pública entre a deputada Joacine Katar Moreira e o seu partido Livre, devido a uma descoordenação de votação no parlamento, veio demonstrar que Joacine está a sofrer de algum deslumbramento pela sua eleição à Assembleia da República, menosprezando o seu partido e todo o trabalho dos seus camaradas ao referir em entrevista que foi eleita sozinha e que a respetiva direção nunca a apoiou. Estas declarações revelam uma grande falta de maturidade e humildade democrática da deputada. Fica patente com este início de mandato que o Livre, um jovem partido de esquerda, verde e europeísta, vai ter quatros longos e difíceis anos para gerir a tensa relação com a deputada que fez eleger. E, na minha modesta opinião, tanta falta faz a lucidez de pensamento de Rui Tavares, um dos responsáveis pela criação do Livre, ao parlamento português e à democracia representativa…

Movimento Zero
Os dois maiores sindicatos da PSP e da GNR convocaram e organizaram uma grande manifestação no passado mês de novembro, com razões indiscutivelmente legítimas a reivindicar. Numa manifestação marcada pelo tom pacífico, contrariamente ao que sucedeu em 2013, infelizmente quem se assumiu como principal protagonista foi o Movimento Zero, um movimento anónimo criado junto das forças de segurança, que tem André Ventura, deputado de extrema direita, como principal defensor, usurpando assim todo o trabalho dos sindicatos e dando palco a um deputado racista e xenófobo.

*Artigo publicado na edição de dezembro do Jornal de Cá.

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