Termómetro de esquerda # 7

O termómetro de esquerda é um espaço de opinião de Vasco Miguel Casimiro. Um espaço que será local, regional, por vezes nacional e até internacional. Um espaço de reflexão, de partilha, que não pretende ser imparcial nem unânime.

Revolução nos transportes públicos
O Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) está em implementação em todo o país, após proposta inicial, em 2018, das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto junto do atual governo português, com o objetivo de ajudar na melhoria da qualidade ambiental ao promover a utilização dos transportes públicos em detrimento do transporte individual. A redução do preço dos passes mensais e o aumento da oferta de transporte público serão duas das medidas mais visíveis e com maior impacto na vida dos portugueses que utilizam transportes públicos. Cada comunidade intermunicipal ou área metropolitana tem afeta uma verba do Orçamento do Estado, tendo a liberdade de afinar o seu próprio modelo de redução do tarifário, de acordo com as especificidades de cada região e os movimentos pendulares da respetiva população.

No concelho do Cartaxo, que se encontra integrado na comunidade intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), aguarda-se que as negociações entre a CIMLT, os operadores de transportes ferroviários e rodoviários e as regiões vizinhas, fiquem concluídas durante o mês de abril, a tempo de beneficiar todos os conterrâneos que se deslocam diariamente em transportes públicos, a partir do início do mês de maio.

Contrariamente ao difundido pelos habituais “arautos da desgraça”, muitos dos quais foram responsáveis pelo grande desinvestimento no transporte público, durante os anos de 2011 a 2015, o programa PART é acompanhado de um amplo investimento nacional, com um esforço financeiro para melhorar a qualidade do transporte em todas as regiões de Portugal. Além do PART, encontram-se atualmente a decorrer aquisições de novas viaturas, material circulante e embarcações nas diferentes empresas públicas a par da melhoria da rede ferroviária no interior do país.

Catástrofe em Moçambique
Após o ciclone Idai ter atingido fortemente Moçambique e dois países vizinhos, nomeadamente a região central da Beira, a crise humanitária está instalada e a necessidade de auxílio é premente. Os dados provisórios, em Moçambique, apontam para mais de 500 vítimas mortais, 1500 pessoas feridas e mais de 800 mil pessoas afetadas pela tragédia, com milhares de desalojados a precisar de assistência humanitária. O país enfrenta agora outros dramáticos desafios: o perigo das epidemias de cólera e malária e a fome, estando já identificadas algumas centenas de casos de doença. A ajuda de todos é fundamental. Portugal está a cumprir o seu papel de ajuda ao seu país irmão, onde se encontram também vários milhares de portugueses.

No concelho do Cartaxo, destaca-se o corpo de Bombeiros Municipais que tem os bombeiros Vítor Rodrigues e António Loureiro a acompanhar a missão humanitária no terreno. O município em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa e com os agrupamentos de escolas do concelho estão a fazer uma recolha de bens essenciais para envio para Moçambique.

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Vamos todos ajudar. Todos somos Moçambique!

*Artigo publicado na edição de abril do Jornal de Cá.

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