TOS: “As coisas estão a ser resolvidas”, garante Pedro Ribeiro

Em reunião do executivo, o presidente da Câmara do Cartaxo garantiu que “as coisas estão a ser resolvidas” no que diz respeito à retificação dos valores da TOS nas faturas de gás natural, depois de alguns clientes reclamarem mais uma conta de gás avultada, este mês.

Como o Jornal de Cá já havia noticiado, há clientes de gás natural do Cartaxo que ainda estão a receber elevados valores da Taxa de Ocupação de Subsolo (TOS) na fatura, havendo outros que já começaram a ver os valores retificados. O assunto foi falado na reunião de câmara desta segunda-feira, 15 de março, em resposta a uma munícipe, consumidora de gás natural, cuja última fatura se mantém com valores elevados, devido à TOS.

Pedro Ribeiro esclareceu que já há muitos clientes de gás natural no Cartaxo a ver a sua situação resolvida, lembrando que, como já havia dito anteriormente, a celeridade na retificação das faturas depende de operadora para operadora, o que explica que ainda haja pessoas que continuam a receber faturas com elevados valores de TOS.

“As coisas estão a ser resolvidas”, garante o presidente, que deu o seu exemplo pessoal, enquanto consumidor de gás natural, revelando que já começou a receber as notas de crédito daquilo que foi faturado desde 1 de janeiro de 2021, tal como outros clientes, neste caso da Galp. Relativamente à EDP, Pedro Ribeiro disse saber, através da Tagusgás, que até a empresa ter o seu sistema parametrizado, para poder retificar os valores cobrados desde 1 de janeiro, iria suspender a cobrança do consumo do gás e, de forma inerente, a cobrança da TOS.

“As outras empresas vão seguir esse caminho”, garante o presidente, lembrando que “a Entidade Reguladora dos Serviços Energético (ERSE) já publicou no seu site os novos valores de cobrança que também são seguidos pelas empresas comercializadoras”.

Como já havia feito em reunião de câmara, assim como em assembleia municipal [toda a informação na edição de março do Jornal de Cá], Pedro Ribeiro voltou a indicar o valor de 5,25 euros de TOS, tendo como referência o consumidor médio doméstico, com um consumo de gás natural na ordem dos 13,75 euros, por mês, nos próximos dez anos. E afirma que “as faturas que já começaram a ser retificadas e os valores que já estão a ser definidos, com as notas de crédito relativamente ao reembolso daquilo que foi pago a mais, já estão a usar esses valores de faturação”.

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Ainda nesta última reunião do executivo, Pedro Ribeiro deu conta que a Tagusgás já respondeu à proposta de acordo da Câmara Municipal, de modo a desonerar os consumidores de gás natural do Cartaxo dos elevados valores de TOS cobrados este ano, contudo, a mesma está a ser apreciada pelos serviços municipais. Como tal, o presidente prometeu trazer mais informações sobre esta questão na próxima reunião do executivo.

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