Um 2016 complicado

Opinião de Jorge Honório

PRESIDENCIAIS PORTUGUESAS. Constato que o PS se encontra profundamente dividido quanto ao candidato a apoiar nas eleições presidenciais, Maria de Belém ou Sampaio da Nóvoa, mas pode muito bem acontecer que a soma dos votos dos vencidos, numa segunda volta, dê para eleger um presidente de esquerda; dizem-me que é a democracia a funcionar mas toda a gente sabe que é bem mais que isso. Marcelo continua a navegar a favor dos ventos, evitando ondulação forte, e parece obter resultados positivos com esta sua estratégia pois ganha em todos os partidos. Veremos o que isto vai dar!

“DOLCE FAR NIENTE”. O envolvimento do velho PCP nesta abstrusa coligação de esquerda parece-me deveras arriscado, veja-se a continuada queda nas sondagens; ao ter que abdicar do seu ADN contestatário para preservar algumas benesses no sector público, o PCP corre o risco de transformar-se, de vez, num “clube de reformados do Baixo Alentejo”. Por sua vez, o BE está por tudo na procura de protagonismo, nada arrisca neste “doce nada fazer”, e vai capitalizando votos à esquerda. E deste modo o camarada Costa vai-se aguentando, dando milho aos pombinhos: mas fiquem cientes que vamos pagar tudo isto com língua de palmo!

DESFAZER O QUE ESTÁ FEITO. Como estratégia governamental assistimos ao desfazer do que foi feito; o retrocesso na concessão aos privados da gestão dos transportes públicos, mantendo estes na falência mas novamente sob a batuta da CGTP/PCP; a anulação dos exames do quarto ano de escolaridade, promovendo a ignorância e a iliteracia; a eliminação das provas de acesso ao ensino pelos aspirantes a professores, beneficiando a incompetência; as 35 horas na função pública, discriminando os trabalhadores do sector privado; etc. Uma inaudita vergonha … e tanta gente calada, a assobiar para o lado. Se não estivéssemos sob tutela da União Europeia estávamos bem lixados!

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