Um de nós

Opinião de Augusto Parreira

Somos de um País bestial!

Está-se bem em Portugal onde a terra abraça o mar e o sucesso é trivial. Aqui chega longe quem tem arte, engenho, alguma manha e onde uma vitória é sempre festejada. Para quem anda com a autoestima pelas “ruas da amargura” é o ideal e vem mesmo a calhar.

Mas melhor que uma vitória só duas ou mais e foi precisamente o que aconteceu neste julho louco, no panorama do desporto nacional.

Então, não é que os nossos atletas, nas mais diversas modalidades e em representação do País, decidiram começar um pouco por todo o lado, a arrebatar títulos europeus e mundiais, complicando a vidinha do nosso Presidente da República, contribuindo para acelerar a já frenética rotina de Sua Excelência e impedir que os funcionários da fábrica das medalhas, que fornece a Presidência, fossem de férias. Isto não se faz!

E o que dizer do povão, pá?! Sim, o povão que adora o futebol e tem pinta de moderno! Que acredita em milagres e está sempre pronto para a aventura com um pé na sorte e um pontapé no infortúnio? Que adora a silly season, as loiraças em fio dental e a bela mini e o pastel de bacalhau? E o croquete, a imperial, o tremoço, o caracol e a sardinha assada na brasa? E as “brasas” espalhadas no areal?!

Somos de um País bestial onde, com jeitinho e desenrascanço a vida vai rolando, nem que seja a empurrão.

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E isso até é bom porque mesmo que comece torta, mais cedo ou mais tarde, sempre se endireita!

Quem precisar de “boias de salvação” basta pôr fim à ladainha nacional!


 

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