Uma cidade feita por todos

Opinião de Ricardo Magalhães

Há mais de 48 mil casas vazias em Lisboa. A Câmara Municipal de Lisboa e a Startup Lisboa desafiaram os jovens da cidade a lançar as suas ideias para as ocupar. E fizeram-no de forma original!

Nos dias 28 e 29 de Maio organizaram a maratona HACKATHOME, em que desafiaram jovens universitários a apresentarem soluções tecnológicas para os problemas de habitação de Lisboa. As ideias foram apresentadas ao júri, composto por membros da Câmara de Lisboa, da Startup Lisboa, parceiros e especialistas convidados. Durante estes dias, decorreram também talks inspiracionais e workshops de desenvolvimento de competências.

Esta constituiu uma excelente oportunidade destes jovens, enquanto membros ativos da comunidade, desafiarem as suas capacidades de resolução de problemas reais e desenvolverem as suas competências de comunicação, gestão de projetos, inovação e trabalho em equipa. Tudo isto enquanto procuravam criar uma solução de elevado valor acrescentado para a cidade, para a qual o executivo da Câmara não sabe a melhor resposta.

Destaco este evento como uma forma de realçar todo o valor que enquanto sociedade desperdiçamos em não envolver a nossa população na discussão e construção da cidade. Para que uma democracia seja forte e robusta, quer-se que seja participada, e essa participação excede largamente o direito ao voto. Há muito mais que, juntos, podemos fazer pela nossa terra.

Fica o desafio para os políticos (a nível local ou nacional) desenvolverem cada vez mais iniciativas originais que estimulem essa participação e discussão. Mas fica também o convite a quem quer contribuir para o desenvolvimento da sua cidade a contactarem as forças vivas da nossa terra (políticos, membros de coletividades, iniciativas civis, etc.) e a descobrirem como podem fazer a diferença nas suas comunidades.

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*Artigo publicado na edição de junho do Jornal de Cá.

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