Vereadores do PSD querem ser ouvidos pelos trabalhadores da Rumo 2020

 

Os vereadores Vasco Cunha e Paulo Neves, do PSD, dizem-se surpresos e estupefactos pela realização de uma reunião com os trabalhadores da Rumo 2020 na terça-feira, com a presença do vice-presidente do Município, Fernando Amorim, no dia imediatamente a seguir à reunião de Câmara em que a internalização de oito dos dez trabalhadores da empresa municipal foi chumbada com os votos contra do PSD e da vereadora Élia Figueiredo, do Movimento Paulo Varanda.

Os vereadores consideram que, dadas as decisões tomadas na reunião de Câmara, todos os vereadores deveriam ter tomado parte nesta reunião com os trabalhadores.

Em carta enviada ao vice-presidente, os vereadores do PSD referem que “o comportamento de um homem político avisado aconselharia que uma reunião com esta sensibilidade e com esta delicadeza não fosse liderada por um porta-voz que ninguém designou, nem conduzida por um mensageiro de voz única sem contraditório. Agir assim, ignorando todas as partes envolvidas, é quase desmazelo político”.

Os vereadores acrescentam não querer “acreditar que tenha sido propositado, admitimos que tenha sido por desleixo de quem se habituou a maiorias absolutas sem contestação ou, até, a algum amadorismo dada a ausência (justificada) do Presidente”.

Segundo adiantam, a presença de todos os eleitos na Câmara Municipal permitiria “esclarecer os trabalhadores da Rumo 2020 de que a Câmara Municipal do Cartaxo tem a obrigação política e ética de não se desresponsabilizar sobre o destino de dez famílias – de dez trabalhadores – que não podem ir arbitrariamente para o desemprego” e que “desde o início deste mandato – em 2013 – defendemos a integração (internalização) de todos, mas é mesmo de todos (e não apenas alguns), os trabalhadores para o quadro de pessoal da Câmara Municipal do Cartaxo”.

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Salientando que “não foram os trabalhadores da Rumo 2020 os culpados do encerramento da empresa municipal. Os responsáveis são os sucessivos eleitos locais, liderados por maiorias do Partido Socialista, ao longo desta última década, que destruíram financeiramente o Município do Cartaxo e também a Rumo 2020”, os eleitos do PSD consideram que “nenhum dos trabalhadores da Rumo 2020 pode ser sacrificado pelos erros políticos de quem destruiu as finanças municipais do Cartaxo” e que “o executivo municipal do Cartaxo não tem de recear a posição que o Governo de Portugal possa vir a tomar sobre estas decisões. Elas são legítimas, equilibradas e não comprometem as contas municipais”.

A concluir, apresentam três requerimentos ao vice-presidente: que até ao final da próxima segunda-feira, dia 13 de fevereiro, marque uma nova reunião com os trabalhadores da Rumo 2020, com a presença dos restantes vereadores; que leve a proposta de Ata da última reunião do executivo municipal (de 6 de Fevereiro) à discussão e aprovação, já na próxima reunião do dia 20 de Fevereiro, permitindo que o seu conteúdo e as suas deliberações sejam facilmente publicitadas e distribuídas pelos trabalhadores da “Rumo 2020” e pela população em geral; e que esta mensagem-protesto seja integralmente divulgada, por email, aos trabalhadores da Rumo 2020, com carácter de urgência.

O vice-presidente da autarquia, Fernando Amorim, já garantiu ao Jornal de Cá que vai fazer o que lhe é pedido pelos vereadores, acrescentando que “como o vereador diz, quem não deve não teme, tenho que articular apenas com todos os funcionários e com os senhores vereadores”.

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