Técnicos da empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) estiveram no Cartaxo, no passado dia 26 de julho, para reavaliação do projeto de construção do Viaduto de Santana/Cartaxo e acesso ao apeadeiro de Santana.
De acordo com a autarquia, a visita ao local, solicitada pelo presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Ribeiro, e acompanhada por técnicos da Divisão de Ambiente, Obras e Equipamentos Municipais da autarquia, teve como objetivo a discussão do traçado e a atualização da estimativa orçamental para que a obra “essencial à mobilidade no nosso concelho possa ser considerada uma prioridade, não só para a Câmara Municipal, mas também para a Infraestruturas de Portugal”.
Para o autarca, “a par da Ponte Rainha D. Amélia e do novo viaduto que ligará o Cartaxo ao Vale de Santarém, esta é uma das obras que consideramos prioritárias para o nosso concelho, por razões de segurança, mas também por se tratar de uma via fundamental para evitar o isolamento de Valada em situação de cheias.”
Desde 2014, início do mandato anterior, que Pedro Ribeiro diz reivindicar junto das entidades competentes – à data REFER e EP-Estradas de Portugal – a “necessidade urgente de elaboração de um novo protocolo conjunto”, que redefina a comparticipação de cada entidade, “para que o lançamento de um novo procedimento de adjudicação da obra , possa ser feito o quanto antes, resolvendo assim um constrangimento rodoviário e ferroviário que é estruturante no nosso concelho, mas também na região e no país”.
Para além da supressão da passagem de nível, que assegurará as exigidas condições de segurança rodoferroviária na principal linha de caminhos de ferro de Portugal, esta obra implica a substituição da ponte rodoviária existente, cujo estado de conservação é deficiente e condiciona o tráfego rodoviário na EN3.3.
Recorde-se que, em 2009, a alteração do traçado da via-férrea na zona de passagem de nível ao Km 60+090 e a modernização do atual apeadeiro de Santana/Cartaxo, localizado junto da passagem de nível agora existente, foram alvo de acordo entre o Município do Cartaxo, a REFER e a EP. Acordo que, em 2012, chegou a constituir uma adjudicação da obra, pelo valor total de 5.098.878,212€ mais IVA, dos quais 12,99 por cento, seriam suportados pelo município, cujo contrato não chegou a ser assinado, por falta de verbas municipais, à época.