Uma vida dedicada à dança

Márcia Gil é um nome incontornável para muitas meninas e jovens no concelho do Cartaxo

Quando pensamos em ballet no Cartaxo, muitos de nós associamos imediatamente o nome de Márcia Gil. A trabalhar no Ateneu Artístico Cartaxense há 14 anos, esta carioca que adotou o Cartaxo como ‘casa’ não esconde o amor a esta arte, que defende que deve ser, acima de tudo, uma fonte de prazer

 

Márcia Gil é um nome incontornável para muitas meninas e jovens no concelho do Cartaxo. Foi ela a responsável pela introdução de aulas de ballet no Ateneu Artístico Cartaxense, corria o ano de 2004, contando, na altura, com o apoio incondicional da direção da coletividade. “Eu até costumo dizer que o senhor Carlos Mota, que era o presidente, é o padrinho do ballet”, conta Márcia Gil.

Mas o percurso desta professora não começou no Cartaxo. Nascida na ‘Cidade Maravilhosa’, despertou para a dança já tarde, com onze anos, apesar de “na minha infância ouvia muitos musicais, e achava aquilo o máximo”, revela. Com onze anos, “fui para uma escola profissional e, como tinha facilidade, fui pulando os anos”. Ainda assim, ao passo que os colegas terminavam o curso aos 18 anos, “eu terminei aos 21”, explica Márcia Gil.

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Terminado o curso técnico de Dança, “tenho uma formação em professora do 1º ciclo e em Serviço Social, mas sempre gostei de dar aulas”, até porque já tinha a experiência adquirida no estágio de dois anos, obrigatório no curso. “Eu já gostava de crianças. Com ballet melhor ainda. A direção da escola chamou-me para trabalhar com eles e fiquei lá durante dez anos”, prossegue, ao mesmo tempo que conta ter assistido ao crescimento, enquanto professora, de Thiago Soares, hoje 1º bailarino do Royal Ballet de Londres, ou de Fernanda Oliveira, do English National Ballet.

Por razões de trabalho do marido, resolveu vir para Portugal, onde o marido se estabeleceu no Cartaxo, para trabalhar numa empresa do concelho. Chegada à ‘terra do vinho’, logo percebeu que existia uma lacuna na cidade, “porque queria trabalhar o ballet de uma maneira diferente do que havia cá. Fiz um projeto e mandei para o Ateneu”, continua Márcia Gil.

E foi apenas o início. Em 2004, arrancou com dez alunas; em 2015/2016 esse número já chegou aos 60, algumas das quais estão no ballet desde o início. “As meninas que entraram com três ou quatro anos agora é que estão a começar a dançar”, adianta.

Márcia Gil avisa que o ballet é uma arte que implica muita autodisciplina e sacrifício, bem como puras questões anatómicas, já que há crianças e jovens que não têm condições físicas para fazer ‘pontas’, por exemplo, “mas também não quer dizer que ela não possa dançar, vai dançar outra coisa. Dança na meia ponta”.

Presentemente, o Ateneu dispõe de todas as condições para a prática do ballet, sobretudo depois da colocação de chão flutuante na sala onde são ministradas as aulas. “Se não tem um piso que absorva a força dos saltos, ela volta toda para as articulações”, explica a professora.

As aulas são divididas por faixas etárias, já que as competências não são iguais em todas as idades e a carga de exercício também deve ser diferente.

Quem quiser experimentar ballet pode dirigir-se ao Ateneu Artístico Cartaxense e fazer uma aula sem qualquer compromisso. As aulas recomeçam em setembro.

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