Viver a menopausa

Assinala-se hoje o Dia Internacional da Menopausa

A menopausa é dos momentos da vida que a mulher mais teme e anseia, pelos vários distúrbios físicos e emocionais que pode causar. Felizmente,  depois de vários estudos e avanços médicos, hoje é possível ultrapassar estes sintomas, com saúde e bem-estar

A menopausa é um momento da vida que assusta e deprime muitas mulheres. Começa no final da última menstruação, embora só seja comprovado mais tarde, depois de cerca de um ano da falta de fluxo menstrual. A idade média em que acontece é por volta dos 50 anos, trazendo consigo sintomas, por vezes, bastante desagradáveis. Os afrontamentos afectam 75 por cento das mulheres que, durante os acessos de calor, sentem a pele, especialmente da cabeça e do pescoço, vermelha e quente, assim como suores intensos. Estes sintomas, que duram entre 30 segundos a cinco minutos, podem ser seguidos de calafrios e persistir por um período de um a cinco anos.

Também os sintomas psicológicos e emocionais são frequentes. A diminuição de estrogénios pode provocar fadiga, irritabilidade, insónias e nervosismo, provocando ainda um aumento do risco de doença cardiovascular. Outra patologia que surge associada à menopausa é a osteoporose. A boa notícia é que a mudança para um estilo de vida mais saudável e a terapia de reposição hormonal, podem reduzir estes sintomas e devolver-lhe uma nova vida.

Fim de um ciclo

Os ciclos menstruais regulares podem continuar até à menopausa, mas em geral as últimas menstruações têm uma duração e uma quantidade de fluxo variáveis, e, progressivamente, cada vez menos ciclos são acompanhados da libertação de um óvulo. Com o passar do tempo, os ovários vão segregando menos quantidade de estrogénios e de progesterona e a libertação de óvulos (ovulação) pára, por fim.

A menopausa pode também aparecer, normalmente, em mulheres com idades dentre os 40 e os 60 anos, considerando-se prematura quando acontece antes desta idade, tendo como causas a predisposição genética e doenças autoimunes, nas quais se criam anticorpos que podem lesar os ovários.

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A fim de tratar os sintomas decorrentes deste estádio da vida da mulher, são administrados tratamentos que restituem os níveis de estrogénios, que podem apresentar-se sob a forma de comprimidos ou de bandas adesivas cutâneas. Contudo, a sua administração deve ser feita mediante aconselhamento e acompanhamento do médico, que lhe poderá ainda indicar outras formas para conseguir manter um maior bem-estar.

Começar uma nova vida

Nesta etapa da vida, a mulher deve ter maior atenção ao tipo de alimentos que consome, reduzindo entre 200 a 400 kcal, na sua dieta diária. As gorduras e açúcares devem ser, praticamente, excluídos do regime alimentar que deve ser variado, mas com forte incidência de fruta, vegetais e fibras. A ingestão de cálcio e vitamina D é fundamental, pelo que se devem consumir alimentos como a soja, leite desnatado e seus derivados. O magnésio ajuda a complementar a dieta, podendo ser encontrado nos cereais de trigo integral, castanhas, carnes, leite, vegetais verdes e legumes. Devem evitar-se bebidas como café, chá,  refrigerantes e bebidas alcoólicas.

A glicemia, os níveis de colesterol, triglicéridos e pressão arterial, devem passar a ser controlados regularmente, assim como o exercício físico deve ser introduzido nas rotinas diárias. Para além de ajudar a manter o peso ideal, ajuda a reduzir a pressão arterial e a prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares e da osteoporose. E para acabar em beleza, saiba que algumas técnicas de relaxamento e meditação também ajudam a ultrapassar melhor os sintomas característicos da menopausa, proporcionando-lhe uma vida renovada, aberta a novas experiências.

 

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