Depois de fechada a proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), com as diferentes entidades, foi levado à consulta pública, dessa consulta pública resultaram 240 pedidos de alteração que foram, entretanto, novamente levados às entidades competentes, “o documento estava pronto, prontíssimo, tecnicamente pronto para levar para a aprovação, fizemos uma apresentação em todas as freguesias do concelho”, refere Pedro Reis.
O vice-presidente da Câmara Municipal explica que os serviços receberam “seguramente mais de 100 pessoas, particulares e algumas empresas, que fizeram essas reclamações sobre o Plano Diretor Municipal, e agora estamos a tentar chegar ao maior número de reclamações possíveis, não vai ser possível chegar a todas. Lamentavelmente os perímetros urbanos é uma situação que temos tido alguma luta com as entidades, não vamos ter grande sorte em aumentar os perímetros urbanos, mas temos outras boas notícias, nomeadamente no que toca às empresas, as entidades felizmente foram sensíveis à questão do aumento das áreas de atividade económica e das zonas de atividade económica no nosso concelho”, que vão alargar de uma forma exponencial permitindo a fixação de mais empresas.
“Estamos presos pela REN, na questão das exclusões à Rede Ecológica Nacional, os senhores são um bocadinho irredutíveis relativamente às nossas pretensões e às pretensões dos nossos munícipes e temos andado aqui nos últimos cinco, seis meses, diria eu, quase a dirimir argumentos”, mas Pedro Reis prevê que em finais de maio seja possível agendar, “uma Assembleia Municipal extraordinária para aprovação do documento”. O vereador com o pelouro do Urbanismo acredita que em julho, agosto, “teremos o novo Plano Diretor Municipal. É uma boa notícia”.
A questão do PDM foi trazida à reunião de Câmara desta quinta-feira, 19 de março, por Ana Leal, uma munícipe que é proprietária de um lote de terreno junto à circular urbana, do lado norte. Quando esta circular foi feita, não foi feito o acesso à dita propriedade, e Ana Leal veio saber como se encontrava esta situação, que o presidente da Câmara diz não ter “propriamente uma solução extraordinariamente simples, já falámos sobre este tema”, mas entende-se que, “à semelhança de outras que foram feitas, esta também deve ser tratada, pelo que nós contamos, contribuir para a solução e ajudar a resolver esse problema”, garante João Heitor.
O vice-presidente da Câmara refere que o terreno de que esta munícipe é proprietária vai ter um aumento considerável da área urbanizável, “mas para se perceber a contradição, a mesma estrada, a mesma circular urbana que de um lado é freguesia do Cartaxo e do outro é freguesia de Vila Chã de Ourique”, do lado do Cartaxo as entidades deixam que passe a ser considerado urbano, do lado de Vila Chã de Ourique não aceitam que passe a urbano, o que para o Município “não nos faz sentido nenhum, mas essa é uma guerra que temos tido”, assegura Pedro Reis.