Tem sido um processo complexo e longo “para mim, pessoalmente, e para a nossa divisão de obras, o projeto que mais problemas trouxe”, já admitiu João Heitor. O projeto foi apresentado publicamente na terça-feira, 27 de maio, depois de muitos recuos, desde do colapso da maquinaria em 2022, a obra vai finalmente avançar.
O traçado do edifício é mantido, mas o equipamento vai ser totalmente renovado, desde as acessibilidades que vão ser melhoradas, incluindo pessoas com mobilidade reduzida, ao conforto térmico e eficiência energética, estão previstas zonas para professores e funcionários, zonas delimitadas para homens e mulheres e uma zona para os pais, na área dos balneários.
A decisão de adjudicação da empreitada das Piscinas Municipais do Cartaxo foi a deliberação, mas a vereadora do Partido Chega continua a não concordar com o projeto, considera-o “poucochinho”. Luísa Areosa, diz que a piscina “está subdimensionada para a realidade do Cartaxo”, e acusa o executivo de falta de “ambição e de outra visão política”, mas não diz onde se iria buscar o dinheiro para fazer uma piscina maior.
O presidente da Câmara não gostou da expressão e disse à vereadora, que considera ‘poucochinho’ outra coisa. “A expressão ‘poucochinho’ eu reservo-a mais para as atitudes, e acho que isso serve de facto para classificar uma visão curta, algumas faltas que nós consideramos que são básicas. Aqui não se trata disso, porque qualquer um de nós, e aqui eu acho que nenhum de nós aqui o quereria menos nem mais, gostaria de ter uma piscina olímpica de 50 metros, gostaria de ter mais um tanque de aprendizagem, gostaria de ter mais e melhores espaços. Agora, não é pouco. A obra vai-nos custar mais de 3 milhões de euros. Infelizmente, para nós, isto não é uma questão de ambição, é uma questão de realismo e escassez financeira. Não podemos ir para além disto, nesta altura“, assegura João Heitor.
Já o vereador do Partido Socialista lamenta que não tenha “havido uma solução mais rápida de resolução que permitisse reabrir mais rapidamente as piscinas”. Ricardo Magalhães criticou a “opção política” de não ter “colocado alí um penso rápido até a intervenção mais de fundo de modernização”, porque assim as piscinas vão estar encerradas seis anos e considera que o assunto devia ter sido mais debatido.