Coronavírus: NERSANT propõe medida adicional para ajudar empresas

A NERSANT, face à grave situação vivida pela generalidade das empresas, e face ao seu expectável agravamento, propõe ao governo, como medida adicional e complementar às que têm vindo a ser anunciadas, a “adoção de uma medida de aplicação automática (após pedido da empresa) de um período de carência / moratória de dois anos referente aos empréstimos bancários que as PME têm em curso, em particular os resultantes das várias linhas de apoio com Garantia Mútua”. O objetivo desta medida será permitir um alívio da tesouraria das empresas,  “ajudando a mitigar os efeitos devastadores causados por esta pandemia, e favorecendo uma recuperação mais rápida das empresas”, pode ler-se em comunicado da associação empresarial.

Uma medida que “teria um impacto positivo imediato nas empresas, sem causar um aumento do endividamento”, acrescenta o comunicado, recordando que “a implementação desta medida careceria da aprovação do Banco de Portugal, de forma a permitir que não seja considerada pelos bancos como “reestruturação”, o que anularia qualquer benefício”.

Na nota enviada às redações, a NERSANT realça que a EBF – Federação Europeia de Bancos “já solicitou à Comissão Europeia, ao Banco Central Europeu e à Autoridade Bancária Europeia uma maior flexibilidade nas medidas que venham a ser adoptadas, de forma a que estas permitam contornar as barreiras impostas pela regulamentação para financiar os mutuários em dificuldades temporárias”.

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