Maioria dos alunos da Secundária do Cartaxo prefere aulas presenciais

Com o objetivo de perceber a adaptação e o impacto das aulas online na vida dos estudantes da Escola Secundária do Cartaxo, a JSD Cartaxo realizou um questionário aos alunos que revela que, na sua maioria, estes alunos preferem estar na escola, mas adaptaram-se bem às aulas online

O questionário foi respondido por 65 jovens estudantes da Secundária do Cartaxo, com idades compreendidas entre os 16 e 18 anos, conta a JSD em comunicado às redações, adiantando que “64,4% destes alunos revelam preferir as aulas presenciais, considerando, porém, que a sua adaptação às aulas online varia consoante a forma como as disciplinas são lecionadas (52,3%). Apenas 9,2% considera que teve uma má adaptação a esta nova realidade.”

A JSD Cartaxo revela alguma preocupação com as respostas dadas aos métodos de avaliação à distância. “É preocupante ver que 72,3% dos alunos considera que os métodos de avaliação não são eficientes. Os alunos precisam de sentir que o seu esforço é avaliado de forma justa e apropriada”, sublinha Matilde Cunha, secretária-geral da JSD Cartaxo e ex-aluna da escola.

Por sua vez, João Martim, atual aluno da Escola Secundária do Cartaxo e vice-presidente da juventude laranja, pede uma ponderação rápida virada para encontrar soluções para os alunos: “Observamos que 47,7% dos alunos sentem a sua preparação para os exames nacionais afetada, pelo que considero que a Escola Secundária do Cartaxo tem que arranjar um plano rápido para ajudar os alunos a terem sucesso neste momento de avaliação.”

Num contexto geral, os alunos consideram que a direção da escola teve uma boa gestão da situação pandémica e 60% da amostra mostra-se confiante e segura para voltar à escola na próxima fase de desconfinamento, a acontecer já no próximo dia 19 de abril.

Segundo o presidente da JSD Cartaxo, as conclusões deste estudo serão encaminhadas à Câmara Municipal do Cartaxo e à direção do Agrupamento Marcelino Mesquita, porque “enquanto juventude partidária vamos querer ver medidas concretas a acontecer para ajudar os jovens que enfrentam com incerteza a preparação para os exames nacionais ou têm a sua saúde mental afetada pela realidade atual das aulas online”, reforça Bruno Galaio.

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