Tempestades provocaram a derrocada de 30 edifícios no concelho do Cartaxo

O comboio de tempestades deixou um rastro de destruição também no concelho do Cartaxo. A subida do caudal do Rio Tejo e da Vala Real deixou Valada isolada durante doze dias. Cerca de 30% do território do concelho ficou sem energia elétrica e a Proteção Civil contabilizou derrocadas em 30 edifícios em todo o concelho do Cartaxo, queda de árvores e estradas cortadas. O setor agrícola é o mais afetado com perdas sobretudo nas freguesias de Valada e Vila Chã de Ourique.

Ainda não há valores concretos quanto aos prejuízos causados pelas fortes tempestades que afetaram o país nas últimas semanas e que causaram a destruição de infraestruturas, danos nas propriedades, cortes de estradas e isolamento de populações. No concelho do Cartaxo, o presidente da Câmara estima que este valor seja na casa dos milhões de euros.

A subida do caudal do Rio Tejo e da Vala Real deixou Valada isolada durante doze dias. Cerca de 30% do território do concelho ficou sem energia elétrica e a Proteção Civil contabilizou derrocadas em 30 edifícios em todo o concelho do Cartaxo, queda de árvores e corte de estradas. O setor agrícola é o mais afetado com perdas sobretudo nas freguesias de Valada e Vila Chã de Ourique.

Esta quinta-feira, 19 de fevereiro, o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, durante a reunião do executivo, deu conta do impacto do mau tempo no concelho e de todo o acompanhamento, diligências e decisões tomadas desde o início das tempestades.

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João Heitor falou ainda das garantias de reparação dos diques e da fluvina de Valada dadas pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e pelo presidente da APA (Agência Portuguesa do Ambiente), José Pimenta Machado, aquando da sua visita ao terreno no dia 10 de fevereiro. Questionado sobre o assunto disse ao Jornal de Cá que “a Sra. Ministra mencionou mesmo que era uma prioridade garantir a segurança dos diques”.

O presidente da Câmara informou também que o plano municipal de emergência e proteção civil foi desativado esta quarta-feira, 18 de fevereiro, porque “entendemos que já não se justificava a manutenção do plano ativo”, e disse que “o pior já passou”, e que agora está na hora de começar “os nossos trabalhos para reabilitar aquilo que num primeiro momento está ao nosso alcance e depois trabalhar naquilo que sejam os procedimentos necessários para reabilitar o restante”.

João Heitor agradeceu “a todas as entidades que nos ajudaram” e deixou também uma palavra de gratidão “aqueles que não têm de obrigação nenhuma, porque não representam nenhuma entidade. Os voluntários, aqueles que trouxeram as suas gruas, os seus tratores, as suas bombas. Tudo ao serviço da comunidade, sem pedirem nada em troca. Portanto, muito obrigado a todos”.

 

Medidas de apoio às populações afetadas pelo mau tempo

O concelho do Cartaxo foi um dos oito municípios a ficar fora das medidas anunciadas para os 68 municípios abrangidos pelo ‘estado de calamidade’ decretado pelo Governo, o que mereceu criticas do presidente da Assembleia Municipal do Cartaxo. “Também aqui há famílias desalojadas ou ainda sem abastecimento de luz. Há casas e taludes que ruíram. Há produções agrícolas e industriais destruídas ou comprometidas. Há bens públicos irrecuperáveis e equipamentos danificados. Após as cheias que já são históricas, em Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche e Salvaterra de Magos há muitas testemunhas e exemplos materiais do que refiro. Será que há alguma razão para ficarmos afastados dos apoios urgentes?“, questionou Vasco Cunha na sua página nas redes sociais, no dia 10 de fevereiro.

No dia 11 de fevereiro o Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, escreveu um memorando que enviou ao Governo exigindo “a determinação de medidas excecionais de flexibilização financeira, que permitam acelerar procedimentos de contratação e execução de obras urgentes”, e lamentou que até à data não tenham sido determinadas medidas excecionais e apoios semelhantes, o qual João Heitor disse esperar que “tenha bom acolhimento, independentemente da classificação, que se traduza num apoio concreto àqueles que de facto, sofreram com estas intempéries. Isto porque um agricultor que ficou sem telhado, ou uma pessoa que ficou sem telhado, ou que esteve com a sua cultura perdida, ou com os seus equipamentos estragados, tem tanto direito a receber apoios aqui no Cartaxo, como tem na Golegã, como tem em Salvaterra, como tem em Benavente, como tem em Santarém, como tem em Rio Maior, como tem em Leiria. Portanto, é igual”, considera o presidente da Câmara do Cartaxo.

João Heitor disse ao Jornal de Cá que até ao momento apenas sabe o que é do conhecimento público e garantiu que “vamos continuar este caminho de sensibilização do Governo para o tratamento equitativo dos territórios”.

Esta quinta-feira, 19 de fevereiro, a Câmara Municipal do Cartaxo informou que os agricultores da Região de Lisboa e Vale do Tejo afetados pela tempestades podem declarar os prejuízos ao abrigo do aviso “Restabelecimento do Potencial produtivo – Tempestade Kristin”. Este procedimento não constitui uma candidatura a apoios, tratando-se de uma declaração essencial para avaliar os danos causados em explorações agrícolas e florestais e preparar medidas de apoio futuras. O formulário está disponível no site da CCDRLVT . Para mais informações pode também contactar a Divisão de Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal do Cartaxo, pelo número 243 700 261 (chamada para a rede fixa nacional) ou o email investir@cm-cartaxo.pt

Esta tarde, o primeiro ministro apresentou as primeiras linhas do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) um conjunto de medidas que o Governo irá implementar em todo o país, Luís Montenegro garantiu que “ninguém irá ficar para trás” e que o Governo vai auscultar também as autarquias e toda a sociedade antes de apresentar a versão final do programa.

 

 

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