Felizmente, já se nota alguma diferença

Opinião de Pedro Mesquita Lopes

Passados pouco mais de três meses das eleições autárquicas e dois meses e meio da tomada de posse dos eleitos para o mandato autárquico 2021-2025, tenho de constatar o óbvio: Felizmente, já se nota alguma diferença.

Na realidade, começaram bem as equipas que agora nos governam no Concelho, aproveitando os recursos humanos que existem e que estavam claramente desmotivados, pouco orientados e muito desaproveitados; sem se esconderem atrás dos problemas existentes, uns estruturais (muitos) e outros conjunturais (tantos) e sem se desculparem com heranças pesadas ou com o imobilismo anterior. E é este o caminho.

Notámos a diferença em eventos, feitos com a prata da casa, com o empenho de todos, com alegria e com o envolvimento da comunidade (nas freguesias e na cidade) e participação das instituições e das colectividades, mas já notamos, todos os dias, na rua, nos espaços públicos, nos equipamentos municipais e das freguesias. Já se cuida, mantém e limpa de outra forma.

Estamos agora no início de um novo ano, com esperanças renovadas e com fundadas razões para acreditar num futuro melhor para o Concelho do que aquele que se perspectivava há meia dúzia de meses, mas temos de ser realistas, as diferenças substanciais não vão surgir do dia para a noite, é preciso conhecer para começar a agir e é necessário arrumar a “casa”, reorganizar serviços, reforçar os recursos humanos, envolvendo-os, capacitando-os, responsabilizando-os e dando-lhes melhores condições e ferramentas.

Entretanto, com o efectivo conhecimento da realidade dos diversos órgãos autárquicos estão a surgir surpresas, pois, talvez fruto da ideia de que a alternância democrática nunca chegaria ao Cartaxo, houve quem gerisse sob uma arrebatada sensação de impunidade, recorrendo a subterfúgios e omissões que agora teimam, como o azeite, em vir ao de cima. É por isso que aos verdadeiros estados de Direito Democráticos não chega fazer eleições, também é necessário que haja efectiva alternância democrática, o que, aqui, só chegou em 2021.

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Votos de um Excelente e Próspero 2022 para todos, com saúde, amor e alegria!

*Artigo publicado na edição de janeiro do Jornal de Cá.

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