Obras da Loja do Cidadão do Cartaxo voltam a dar que falar e marcam a agenda política

Na última reunião da Assembleia Municipal, Orlando Casqueiro, deputado eleito pela CDU, disse que o edifício da antiga escola do centro estava em perigo, devido ao “desmoronamento progressivo do talude em frente à sua fachada principal”. Miguel Ribeiro, do Partido Chega, também acredita que “este perigo de derrocada existe”, já Pedro Mesquita Lopes, do PSD, entende que se está a levantar um “alarmismo” desnecessário. O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo desmente, João Heitor garante que não houve um desmoronamento do talude e diz que percebe a “oportunidade para fazer politiquice e criar ruído”.

A obra da Loja do Cidadão volta a marcar a agenda política. Na última reunião da Assembleia Municipal, no dia 30 de junho, Orlando Casqueiro, deputado eleito pela CDU, disse que o edifício da antiga escola do centro estava em perigo, devido ao “desmoronamento progressivo do talude em frente à sua fachada principal” e acrescentou que com a paragem das obras “o espaço encontra-se ao abandono”, por isso, entende que a “situação exige, por parte do executivo municipal, a promoção das obras necessárias com carácter de urgência”.

O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo desmente “eu aceito que haja preocupação e acho que é normal haver preocupação. Agora, não houve um desmoronamento daquela barreira”. João Heitor diz que percebe a “oportunidade para fazer politiquice e criar ruído”.

A recomendação “Defesa da Centenária Escola do Centro do Cartaxo” apresentada pela CDU mereceu a anuência da bancada do Partido Chega, “este perigo de derrocada existe, até há uma parte da escadaria da escola do centro que está literalmente suspensa no ar”, por isso, deve haver uma “reanálise da parte dos serviços técnicos da Câmara, que alguém veja isto com outros olhos, que alguém olhe para esta situação antes que aconteça o pior a um edifício histórico”, refutou Miguel Ribeiro.

“As obras estão paradas e a Câmara Municipal está a monitorizar e a acompanhar a situação”, atirou Pedro Mesquita Lopes, em defesa do executivo municipal. O deputado da bancada do PSD, entende que se está a levantar um “alarmismo” desnecessário porque “nada indicia” que haja “perigo de derrocada na escola, como aqui parece dar a entender”.

A conclusão da obra estava prevista acontecer em maio, depois de diversos atrasos neste momento a obra está parada. João Heitor assume, “que havia ali muitas coisas que a empresa não tinha cumprido como deveria ter cumprido. E a proteção da barreira, do meu ponto de vista e também do ponto de vista do entendimento dos técnicos, é uma delas. Mas não quer dizer que à data de hoje haja esse risco conforme ele aqui é colocado. Também estamos preocupados e estamos até desgostosos da forma como isto tem corrido”.

O presidente da Câmara Municipal do Cartaxo garante que o município está a acompanhar a situação, “os senhores não estão mais preocupados ou mais atentos ao problema que nós, não estão. Porque nós estamos muito conscientes daquilo que ali está”.

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A recomendação apresentada pela CDU foi chumbada com 13 votos contra da bancada do PSD, e 12 votos a favor das bancadas da CDU e do CH, e “pela bondade da recomendação” também o PS e João Pedro Oliveira votaram a favor, o presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias Cartaxo e Vale da Pinta  é engenheiro civil e foi adjunto do presidente da Câmara do Cartaxo no primeiro mandato do PSD.

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