Firiconta está há 18 anos de portas abertas no Cartaxo: “sinto que o saldo é francamente positivo”

Este mês de julho a Firiconta, empresa especializada em contabilidade, gestão e assessoria fiscal, assinala 18 anos de portas abertas na cidade, fomos até à Rua Dr. Manuel Gomes da Silva, número 21, ao encontro de Lurdes Gonçalves e da sua equipa no dia em que assinalaram esta data especial.

Lurdes Gonçalves, é contabilista certificada e fiscalista, entende que o tecido empresarial do Cartaxo é saudável, mas podia ser mais desenvolvido, “principalmente o nosso desígnio empresarial, que aqui é relativamente pequeno, não temos uma grande zona industrial, mas a tendência é para crescer”, há empresas médias, mas são poucas, não há grandes empresas, a grande maioria são pequenas empresas “é muito o pequeno retalhista”.

“Há investimentos que precisam de ser feitos”, considera a fiscalista. Há muitas empresas no concelho do Cartaxo, são cerca de 2.500 segundo os últimos dados da Pordata, e há mais empresas, mas “podíamos ter um volume ainda maior, desenvolver mais a nossa zona industrial”, isto porque a “tendência” do concelho “é para crescer, tendo em conta toda a conjuntura económica do Cartaxo, acho que neste momento estamos em ascensão, o que é muito positivo”.

Lurdes Gonçalves com a equipa da Firiconta, Cidália Esteves e Alexandra Barrela

Lurdes Gonçalves, trabalhou cerca de 20 anos noutra empresa, mas ter o seu próprio negócio era um desejo que tinha “desde os 14 ou 15 anos”, entretanto especializou-se na área da contabilidade e da fiscalidade, abriu a Firiconta, e hoje considera que o saldo destas duas décadas “é francamente positivo. E isso agrada-me imenso e deixa-me muito feliz. Também tenho uma equipa extraordinária, não tenho nada a apontar. Sem elas não seria possível”, diz referindo-se a Cidália Esteves e Alexandra Barrela. A empresária quer acrescentar outra pessoa à equipa, mas “cada vez é mais difícil arranjar pessoal dentro da contabilidade e da fiscalidade com experiência”.

A grande maioria dos clientes da Firiconta é do concelho do Cartaxo, o número e o tipo foi diversificando ao longo destas duas décadas e hoje a empresa trabalha com uma grande variedade de clientes, desde as empresas ou pessoas singulares que procuram a regularidade fiscal e contabilística, ao empreendedor que procura apoio na criação e organização da sua empresa. “Nós somos um escritório de porta aberta e, nesse sentido, queremos chegar a todos os clientes e abranger toda a comunidade”, refere Lurdes Gonçalves.

Muitos clientes novos aparecem “porque A, B ou C indicou”, um sinal de satisfação talvez porque o serviço que a Firiconta oferece vai muito para além de simplesmente ‘tratar dos impostos’, a empresa presta auxílio na resolução de diversas questões com as Finanças, a Segurança Social ou a Conservatória, mas também dá apoio, por exemplo, a pessoas idosas que hoje em dia com a digitalização sentem mais dificuldade em relacionar-se com os serviços públicos, “temos pessoas que já quase não conseguem andar, que não têm filhos, que não têm família, e eu vou a casa delas buscar os documentos ou o que for e vou depois lá levar. Tenho situações destas. Não consigo dizer que não. Porque, se calhar, aquela pessoa, apesar de não ser um trabalho, uma avença mensal, mas precisa daquele apoio e nós estamos cá para ajudar a comunidade local. Uma pessoa não pode pensar só que está cá para faturar, não é? Isto tem que ser um bocadinho a pensar no desenvolvimento da sociedade, da economia, ajudar o próximo, é também por isso que estou de porta aberta, desde o início”, realça a empresária.

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Lurdes Gonçalves conta também que há muitos imigrantes a abrir empresas, “brasileiros, ucranianos, mas também do Bangladesh. Há muita gente a vir desenvolver as atividades que tinham nos países deles aqui. São pessoas que depois de passado um ano ou dois ou três, conforme as coisas vão ocorrendo, vão trazendo as famílias. Nós estamos de porta aberta, acolhemos todos”.

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