Clube de Ciclismo José Maria Nicolau vai parar de correr

Depois de 18 anos de conquistas, o clube de ciclismo do Cartaxo que carrega o nome do grande ciclista da terra, José Maria Nicolau, deixou de correr. A recorrente falta de apoios já vinha ameaçando o fim, mas foi com a suspensão das corridas, este ano, forçada pela pandemia, que José Nicolau teve tempo para refletir e decidir parar.

Estávamos a meio de dezembro quando José Nicolau anunciava o fim da atividade do Clube de Ciclismo José Maria Nicolau, depois de quase duas décadas a formar ciclistas e a participar em provas por todo o país e além-fronteiras. A 15 de dezembro de 2020, lia-se na página do clube, no Facebook: “18 Épocas; 297 Ciclistas; 40 Dirigentes; 15 Títulos Campeão Nacional; 3 Voltas a Portugal Cadetes e Juniores (Individual e Equipas) E muito mais havia a contar…”, um resumo de quase 20 anos de atividade de um clube de ciclismo, que levou o nome do Cartaxo a percorrer milhares de quilómetros em bicicleta.

A pandemia que assolou o mundo em 2020 acabou por precipitar esta decisão, apesar de a ideia já andar na cabeça de José Nicolau, fundador e responsável pelo clube do Cartaxo, pela dificuldade em continuar a correr sem os apoios necessários. “Este ano tudo piorou, por não haver corridas e não vermos um futuro, em que não há certezas de nada…”, desabafa.


Uma reportagem para ler na edição impressa de janeiro, já nas bancas co concelho do Cartaxo. Saiba aqui como receber o Jornal de Cá

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