Vasco Cunha acusa Orlando Casqueiro de “criar incidente para ser figura da Assembleia”

Orlando Casqueiro, deputado único eleito pela CDU (Coligação Democrática Unitária), voltou a reclamar do tempo atribuído às forças políticas para intervenções. O 'incidente' aconteceu quando decorriam os trabalhos na última reunião da Assembleia Municipal do Cartaxo, esta segunda-feira 27 de abril, no salão nobre dos Paços do Concelho. 

A reunião da Assembleia Municipal tinha iniciado há cerca de 50 minutos, decorria ainda o período destinado à intervenção do público, com os deputados a fazerem uso da palavra sobre o alerta para as “falhas graves nas respostas sociais”, aos idosos no concelho do Cartaxo que o cidadão Elias Rodrigues tinha acabado de fazer. Depois das intervenções de Miguel Ribeiro, do Partido Chega, e de Vasco Casimiro, do Partido Socialista, Vasco Cunha dá a palavra a Orlando Casqueiro, da CDU, que na sua primeira intervenção desta reunião não resiste a voltar a criticar o tempo que tem para intervir e atira uma alfinetada, “já agora, para terminar, o sr. Elias Rodrigues, que foi membro desta Assembleia, ainda nós, as pessoas que aqui estavam, como deputados, falavam o tempo que era necessário para exprimir as opiniões e os problemas. Agora não. Agora nós temos três minutos”.

A critica mereceu reação imediata do presidente da Assembleia Municipal, “eu não sei se o sr. deputado vai continuar a insistir, Assembleia após Assembleia, em criar aqui um incidente para ser figura da Assembleia, mas se for esse o efeito, digo-lhe desde já que vou continuar a cumprir o regimento que foi aprovado nesta Assembleia”. Vasco Cunha tenta concluir, “portanto, tem os três minutos que são proporcionais à representatividade política e eleitoral que trouxe nas últimas eleições”, mas Orlando Casqueiro insiste e diz que “antes das eleições, quando o sr. não estava em maioria, não pugnava por esses princípios. Só quando conseguem controlar a Assembleia Municipal é que vocês defendem este princípio”.

“Nós fizemos o debate na pré-campanha eleitoral e na campanha eleitoral, onde este princípio foi assumido por todas as forças políticas e não o ouvi dizer nada, talvez porque não lhe interessasse dizer nada. Depois disso, este regimento da Assembleia Municipal foi aprovado por todos, exceto pelo sr. Não quero acreditar que todas as outras pessoas que votaram este regimento não saibam o que tinham votado. Está bem? E por mim conclui o ponto”, remata Vasco Cunha.

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