Cartaxeiros indignados com aumento da conta do gás

Passados alguns dias de reclamações de consumidores, e de tentativas do Jornal de Cá para tentar esclarecer com o município os valores das faturas de gás inflacionados pela taxa de ocupação de subsolo, ontem, ao final do dia, o presidente da Câmara do Cartaxo apontou o dedo à distribuidora e garantiu que o executivo está a trabalhar para resolver a situação.

Conforme adiantou ontem, na sua página de facebook, Pedro Ribeiro está esta manhã reunido com o conselho de administração da empresa Tagusgás “para contestar a repercussão desproporcional que foi feita a cada um dos consumidores nas facturas que receberam durante este mês de janeiro”, de uma taxa municipal que se revela, este ano, a mais elevada do país.

Segundo o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, os elevados valores que os consumidores de gás natural começaram a receber, nos últimos dias, nas suas faturas referem-se à taxa de ocupação de subsolo que só este ano começou a ser cobrada pela operadora da rede de distribuição, Tagusgás.

“A empresa Tagusgás devia ao município desde 2015 o valor das taxas de ocupação de solo que por Lei estava obrigada a liquidar anualmente”, explica Pedro Ribeiro, informando que “a empresa liquidou em 2020 o conjunto das dívidas acumuladas referente aos anos em dívida”. O presidente da Câmara do Cartaxo garante que “temos fundamento jurídico e estamos a contestar a operadora Tagusgás junto da Entidade Reguladora do Sector Energético [ERSE] pela forma desproporcional no tempo com que está a repercutir o valor nas facturas dos nossos consumidores, a cada um de nós que é cliente da empresa”.

Tal como explica, a ERSE, “esta taxa visa o ressarcimento do município pela ocupação de subsolo e aproveitamento de bens do domínio público e privado municipal, pelas redes de distribuição de gás natural que possibilitam o seu fornecimento. A aprovação desta taxa e o seu valor é da competência da respetiva Assembleia Municipal, pelo que há municípios onde não é aplicável e o seu valor pode variar de município para município”.

O Jornal de Cá está a acompanhar esta situação, que atualizará aqui e desenvolverá na próxima edição do Jornal de Cá.

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