Mais um fim de semana de pausa na vacinação do pessoal do ensino

Pessoal docente e não docente voltou a ser convocado para a primeira dose da vacina contra a covid-19 no passado fim de semana, depois de ver adiado o processo por uma semana devido às restrições da Astrazeneca. Com este atraso, ainda há pessoal docente e não docente por vacinar, em todo o país, e este fim de semana é novamente de pausa.

Depois de uma semana de atraso no processo de vacinação do pessoal do ensino, devido às restrições na administração da vacina Astrazeneca, o processo de vacinação aos docentes e não docentes abrandou com a decisão da Direção-Geral da Saúde em administrar esta vacina a pessoas com idades acima dos 60 anos e não, como estava inicialmente previsto, administrá-la ao pessoal docente e não docente.

No Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita do Cartaxo, o diretor Jorge Tavares tinha a expectativa de que os profissionais em falta ainda pudessem ser convocadas pelo Serviço Nacional de Saúde este fim de semana (24 e 25 de abril) ou, o mais taradar, no próximo. Contactada pelo Jornal de Cá, a coordenadora do serviço municipal de Proteção Civil, Ana Coelho, confirmou que este fim de semana não há vacinação a estes profissionais.

Segundo o diretor do Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita, ainda há algumas dezenas de pessoal das escolas por vacinar, entre os quais professores e assistentes operacionais mas também outros profissionais ligados às escolas, como é o caso dos funcionários das cantinas. Entre estes encontram-se ainda por vacinar algumas pessoas do Agrupamento que já deveriam ter sido contactadas na primeira fase de vacinação destes profissionais, que se iniciou a 27 de março, como acontece, tal como o Jornal de Cá já noticiou, com as assistentes operacionais do Jardim de Infância e da Escola Básica de Vila Chã de Ourique – freguesia marcada por dois surtos de covid-19, precisamente nestes dois estabelecimentos de ensino, o primeiro em novembro passado e o segundo em janeiro, o qual levou à morte de duas pessoas – uma professora e uma avó.

Uma situação à qual o Agrupamento é alheio, garante Jorge Tavares ao Jornal de Cá, reforçando que a falha não aconteceu só com estas funcionárias e informando que o ficheiro do pessoal docente e não docente das escolas do agrupamento do Cartaxo foi enviado completo e, posteriormente, reforçada por mais do que uma vez a informação daqueles que ainda não foram convocados. O diretor do Agrupamento explica que o reforço no registo dos dados destes profissionais já tinha sido feito, tendo o Ministério da Educação criado, nesta última semana, uma outra plataforma para novo registo do pessoal que ficou para trás no processo de vacinação, voltando o Agrupamento a registar a mesma informação.

Todo o processo de contactos e convocatórias é articulado entre o ministério da Educação e da Saúde, depois do trabalho dos agrupamentos e respetivas direções regionais da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, tendo ocorrido falhas nas convocatórias a nível nacional. Esta é uma situação que já levou o coordenador do plano de vacinação contra a covid-19, Henrique Gouveia e Melo, a afirmar que “ninguém está esquecido” e que “se houve professores e auxiliares que não foram incluídos por falha de processo, serão novamente incluídos dentro do processo de vacinação normal”. Para além disso, será também preciso haver vacinas disponíveis para avançar com o processo.

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