Falando do Cartaxo

 

Ponto de vista, por Jorge Honório

jorge honórioFUNDO DE APOIO MUNICIPAL. O município do Cartaxo está em rutura financeira pois a sua dívida ultrapassa 4,8 vezes a receita cobrada nos últimos três exercícios. É o próprio Presidente da C. M. Cartaxo que o afirma e, para resolver a situação, teve de recorrer ao FAM (Fundo de Apoio Municipal), num pedido de financiamento de 34,5 milhões de euros a pagar em 30 anos (Jornal de Cá, dezembro de 2015). Os nossos bisnetos, que não puderam escolher os bisavôs que lhes saíram na rifa, vão andar a pagar esta dívida por muitos e bons anos, o que é inacreditável. E onde estão as infraestruturas resultantes de toda esta dívida, que não as vislumbro? Imagino que se tenham transformado em bens intangíveis.

ZONA INDUSTRIAL DO BAIRRO FALCÃO. Acompanho com atenção os desenvolvimentos relativos ao “verdadeiro imbróglio jurídico” em que se encontra a Sociedade Valley Park, proprietária da Zona Industrial do Bairro Falcão. Como defendi há alguns anos atrás, quando concorri às eleições municipais e propus aquela localização, esta zona industrial é fundamental para a instalação de empresas na região e a consequente criação de postos de trabalho, de que o Cartaxo bem precisa.

Segundo diz o Presidente da C. M. Cartaxo (Jornal de Cá, outubro de 2015), existem empresas interessadas em lá se instalarem, mas o município está impedido de vender qualquer espaço e “os juros dos empréstimos caem todos os dias”, estando o executivo municipal a aguardar o apoio financeiro do FAM para submeter o processo a visto do Tribunal de Contas. Para aquele autarca, a C. M. Cartaxo pode agir judicialmente contra anteriores responsáveis municipais por gestão danosa, “… aqueles que, de forma muito incauta, tomaram más decisões em nome do município, com grave prejuízo”, pois corre o risco de ter de devolver cerca de dois milhões de euros provenientes de Fundos Comunitários.

Vamos ver no que esta geringonça dá, mas enquanto nada se resolve o Cartaxo continua definhando.

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