“E se os protagonistas não forem sempre as pessoas?”

“E se os protagonistas não forem sempre as pessoas?” é o mote para uma conversa com José Louza, ecologista, presidente da direção da EcoCartaxo e membro do conselho executivo da Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, e Rodrigo Malvar, artista e co-diretor do Teatro do Frio, para ouvir no 5º episódio do podcast “O Tempo das Cerejas”.

Ao longo do podcast, José Louza e Rodrigo Malvar trocam ideias sobre as mudanças necessárias para uma sustentabilidade, tanto ecológica quanto social, sobre a evolução do movimento ecologista ao longo das últimas décadas, a mobilização dos jovens para as alterações climáticas e a urgência de um ativismo social. 

José Louza foi dirigente associativo estudantil e membro da Direcção do Cine-Clube Universitário, na década de 60. Foi um dos fundadores do “Movimento Ecológico Português” a 16 de Maio de 1974, integrando a “Comissão Organizadora”, movimento extinto em 1977. Foi um dos fundadores, em 1982, da Associação de Artesãos do Algarve (Presidente da Direcção durante 4 anos e muitos como Presidente da Mesa da A.G.), foi Presidente da Direcção da MESTER – Associação de Profissionais de Artesanato Criativo (88-90) e um dos fundadores da associação “Artesãos de Portugal Reunidos” de que foi porta-voz. Do final da década de 90 até 2006 é coordenador-geral da Federação Portuguesa de Artes e Ofícios de que foi um dos fundadores. Em meados dos anos 80 é um dos fundadores da “Associação Portuguesa de Agricultura Biológica” (Agrobio), na qual desempenha durante cerca de vinte anos cargos directivos, como Presidente do Conselho Fiscal, Presidente da Assembleia Geral e Presidente do Conselho Consultivo. No início dos anos 90 colabora na organização do “Fórum Ecologista e Alternativo”, cuja última aparição acontecerá no Cartaxo, em 1994, e de que foi coordenador. Em 2007 é um dos fundadores da Eco-Cartaxo – Movimento Alternativo e Ecologista de que é, até à data, presidente da Direcção. Tem ocupado cargos directivos no “ProTejo – Movimento pelo Tejo”, desde a sua criação, como Presidente do Conselho Fiscal, primeiro, e depois como Presidente do Conselho Deliberativo. É membro da Coordenadora do MIA – Movimento Ibérico Anti-Nuclear. Desde há vários anos é membro do Conselho Executivo da “Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente”, em representação da Eco-Cartaxo.

Rodrigo Malvar tirou um curso de Interpretação na ESMAE. Mestre em Criação Artística Contemporânea na UA. Da sua formação destaca os encontros com Jean Phillipe Vassal, Kristin Linklater, David Abram e Grzegorz Bral. É performer e artista sonoro, membro fundador do Teatro do Frio e docente convidado na ESMAE onde desenvolve a pesquisa entre corpo/voz/mente/emoção. A convite do festival SURGE/Escócia, integrou o International Emerging Artists Residence, onde cria e interpreta o espectáculo SKINLESS. Integrou o MEG STUART LABORATORY desenvolvido no Porto pela Mezzanine. Na sua pesquisa e da relação entre som/palavra e espaço/intérprete emerge o conceito de Drama Sonoro. Dirigiu recentemente King Kong – Drama sonoro na pasteleira (2019), Eco – Drama sonoro na paisagem (2017), Concerto para Estrelas aka Sound Space Shelter (2015), Oco (2013) juntamente com Catarina Lacerda, fez a co-direção artística de Selva Coragem (2018), Museu do Futuro Próximo – Ficções no Espaço Público  (2020) e NU#01 (2020). É artista associado da companhia de teatro físico sediada em Glasgow,  Company of Wolves. Trabalha regularmente com o Museu do Douro onde sonicamente percebe a relação corpo-som-paisagem-ficção.

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