Saúde das crianças em risco

A obesidade infantil está a atingir proporções preocupantes em todo o mundo. As crianças não brincam tanto na rua, comem muito e, muitas vezes, mal e deixaram de andar a pé. Os riscos que correm a nível da saúde são vários e graves

Nas últimas décadas a prevalência de obesidade infantil tem vindo a aumentar em todo o mundo, atingindo proporções epidémicas. O número de crianças com excesso de peso é muito elevado na Europa, onde a obesidade infantil é considerada a doença pediátrica mais comum. Em Portugal, segundo dados relativos a 2013 e 2014, 33 por cento das crianças com idades entre os dois e os 12 anos têm excesso de peso. Destas, 16,8 por cento são obesas. De acordo com a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da Europa com maior número de crianças afetadas por esta epidemia.

Este flagelo é já considerado pela Organização Mundial de Saúde como “Epidemia do Século XXI”, visto que a obesidade e as suas co-morbilidades afectam mortalmente mais pessoas do que a fome ou as doenças infeto-contagiosas.

«Tanto, as crianças como os pais devem despender energias e contrariar as tardes passadas no sofá, a ver televisão, ou ao computador, a comer guloseimas»

O estilo de vida atual, mais sedentário, a alimentação e, também, a genética propiciam a doença. Há, por isso, que contrariar certos hábitos menos saudáveis do dia a dia das crianças e dos pais. O exercício físico, assim como andar a pé, evitando deslocações, por vezes, desnecessárias de carro, deve ser estimulado. Os fins de semana podem ser passados ao ar livre, no jardim, no campo ou na praia, onde a toda a família pode descontrair, envolvendo actividades físicas em que todos participem. Tanto, as crianças como os pais devem despender energias e contrariar as tardes passadas no sofá, a ver televisão, ou ao computador, a comer guloseimas.

«Desde cedo, as crianças devem habituar-se a comer fruta, legumes e lacticínios»

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Passamos à alimentação. Para os especialistas, é fundamental que as crianças iniciem uma alimentação equilibrada, tanto em termos de qualidade como quantidade. As crianças devem manter hábitos alimentares saudáveis, devendo a introdução dos alimentos ser feita de forma regrada, sem que seja incentivado, precocemente o consumo de doces e de alimentos com elevado teor em gordura. Desde cedo, as crianças devem habituar-se a comer fruta, legumes e laticínios, entre outros alimentos de grande valor nutricional e menos calóricos, recorrendo a alguns truques e brincadeiras que os incentivem a gostar e a saborear os diferentes sabores e texturas.

Chocolates, bolos, refrigerantes e batatas fritas são alguns dos alimentos preferidos das crianças, e estão à sua vista nas mais diversas prateleiras por onde passam: cafés, supermercados e, inclusivamente, bares das escolas. Este tipo de alimentos está acessível a todos os miúdos, mas cabe aos pais controlar o seu consumo. E se, na verdade, os pais não podem controlar o que eles comem na escola, podem controlar o que comem em casa, criando-lhes hábitos e regras alimentares mais saudáveis, evitando ter doces e confecionar pratos com gorduras.

E a realidade é dura: as crianças obesas ou com excesso de peso arriscam-se a sofrer alterações ortopédicas, problemas cardiovasculares, como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, tudo doenças típicas de adultos.

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